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“Barão das drogas” preso pela PF tinha casa em Osasco e depósito em Cotia

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"Barão das Drogas" era procurado há cerca de 30 anos e, para evitar ser reconhecido, passou por diversas cirurgias plásticas

Na Operação Spectrum, deflagrada no sábado, 1º, a Polícia Federal prendeu o traficante mais procurado do país, Luiz Carlos da Rocha, conhecido como Cabeça Branca e descrito pela PF como um “barão das drogas”. Ele era procurado há cerca de 30 anos e, para evitar ser reconhecido, passou por diversas cirurgias plásticas.

De acordo com a PF, foram apreendidos na operação US$ 3,4 milhões, que estavam dentro de malas em uma casa de alto padrão usada pelo traficante em um bairro nobre de Osasco. Em um apartamento em São Paulo, a polícia encontrou mais US$ 1,1 milhão.

Também foi apreendida cocaína em três locais diferentes: um depósito usado pela organização criminosa em Cotia e em dois caminhões apreendidos no Mato Grosso, que carregavam 650 kg da droga cada um, aproximadamente.

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Além disso, também foram apreendidos carros, relógios, documentos, computadores e joias.

De acordo com as investigações, o criminoso usava o Porto de Santos para exportar drogas para a Europa e os EUA e tinha mais influência que traficantes como Fernandinho Beira-Mar e Juan Carlos Abadia.

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Rocha foi preso em Sorriso (MT) e prestou depoimento em Curitiba. O local de sua prisão ficará sob sigilo por questões de segurança. Ele tem condenações proferidas pela Justiça Federal que somam mais de 50 anos de prisão.

Dinheiro apreendido em casa de Luiz Carlos da Rocha em Osasco

De acordo com a PF, “o grupo criminoso capitaneado por Cabeça Branca operava como uma estrutura empresarial, controlando e agindo desde a área de produção em regiões inóspitas e de selva em países como a Bolívia, Peru e Colômbia, até a logística de transporte, distribuição e manutenção de entrepostos no Paraguai e no Brasil, fixando-se também em áreas estratégicas próximas aos principais portos brasileiros e grandes centros de consumo, dedicando-se à exportação de cocaína para Europa e Estados Unidos”.

Além disso, “foi apurado que Luiz Carlos da Rocha é um dos principais fornecedores de cocaína para facções criminosas paulistas e cariocas”.

5 toneladas de cocaína por mês 

Estima-se que a quadrilha liderada por ele era responsável pela introdução de 5 toneladas de cocaína por mês em território nacional com destino final ao exterior e Brasil.

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Segundo as investigações, a cocaína era transportada em aviões de pequeno porte que partiam dos países produtores Colômbia, Peru e Bolívia, utilizando-se do espaço aéreo venezuelano com destino para fazendas no Brasil, na fronteira entre os estados do Pará e Mato Grosso.

Depois de descarregada dos aviões do narcotráfico, a cocaína era colocada em caminhões e carretas, com fundos falsos especialmente preparados para o transporte da droga, cujo destino era o interior do estado de São Paulo para distribuição para facções criminosas paulista e carioca, ou o Porto de Santos, de onde era exportada para Europa ou Estados Unidos.

Estimativas iniciais da PF indicam que o patrimônio sequestrado somente nesta primeira fase da Operação Spectrum foi de aproximadamente, de US$ 10 milhões, concentrado em fazendas, casas, aeronaves, diversos imóveis e veículos de luxo importados.

A Polícia Federal em cooperação internacional com a polícia paraguaia receberá apoio para o cumprimento de buscas e apreensões no Paraguai, país onde Luiz Carlos da Rocha é proprietário de diversas fazendas e mantinha parte de suas operações criminosas.

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O patrimônio adquirido por Luiz Carlos da Rocha com o tráfico internacional de drogas pode atingir a soma de US$ 100 milhões, consubstanciado em veículos e imóveis no Brasil e em outros países (registrados em nome de laranjas), bem como em contas bancárias em paraísos fiscais, elementos que serão objeto da segunda fase da Operação Spectrum.

Com G1 e assessoria da PF

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