Bruno Sindona: Já estamos no momento de começar a sonhar

Bruno Sindona: Já estamos no momento de começar a sonhar

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Bruno Sindona é CEO da Sindona Incorporadora
Bruno Sindona é CEO da Sindona Incorporadora

Estamos todos os brasileiros machucados com a crise dos últimos 3 anos; a deterioração econômica atacou todos setores da economia. Tivemos momentos de penúria, insegurança e revolta. Mas agora devemos ter esperança.

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A taxa de desemprego recuou pelo primeiro trimestre desde 2014, a inflação está quase um ponto percentual abaixo da meta do governo, os juros cairão até a casa dos 7% este ano. Finalmente o PIB começará a crescer, apontando para um crescimento de mais de 2% no ano que vem.

A crise política está mais próxima do final do que do começo. O governo Temer está caminhando para seu fim. Em 2018 só se enxergará as eleições presidenciais e as forças que desestabilizam o atual governo estarão focadas nessa disputa, o que deve deixar fôlego para que mais medidas corretivas da economia sejam tomadas.

– Ok, mas o que tudo isso significa?

Significa que o desemprego diminuindo é sinal que o empresariado voltou a acreditar em uma melhora e está contratando. Com essas contratações as pessoas passam a ter mais segurança, pagam dividas e voltam a comprar. O aumento das compras faz com que os empresários contratem mais e, para isso, tomam empréstimos que a esta altura já estarão com os juros mais baixos vistos no últimos anos, impulsionando o sistema financeiro.

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Com os juros tão baixos, os investidores particulares tendem a sacar seus recursos do banco e investir diretamente em empresas ou consumir, fazendo o desemprego descer e os salários subirem. Quando os juros ficam mais baixos, a dívida do País fica menor e, assim, as contas públicas se equilibram mais facilmente. O governo volta a ter dinheiro em caixa, investindo mais, gerando emprego e alta na renda.

Enfim, entramos em um ciclo virtuoso que tende a durar diversos anos, inicialmente modesto, mas ganhando velocidade com o passar dos anos e, na opinião do mercado, irá voltar aos níveis pré-crise em 2022. Parece distante, porém a sensação do ciclo positivo se iniciando já melhorará a auto-estima da população, melhorando os indicadores sociais em áreas como segurança, saúde e educação. A vida voltará a melhorar.

Creio que nosso único risco grande é uma eleição desastrosa em 2018, elegendo um extremista qualquer, que traga divisões sociais como prioridade ao invés de desenvolvimento. A eleição de um candidato seja PSDB, PMDB ou até mesmo Lula, pelo PT (lembrem-se do governo dele e não do discurso atual, Lula pode ser populista, mas não é burro), não tirará o Brasil do trilhos.

As forças econômicas são sólidas e reais vindo de uma necessidade do Brasil de voltar a consumir e a crescer. Qualquer candidato minimamente consciente não atrapalhará este trajeto, mesmo que por motivos egoisticamente particulares.

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Outra grande conquista foi a redução no sentimento de impunidade que pairava no país. Temos hoje instituições mais fortes e que estão em melhora continua; o horizonte é bom. O debate político ganhou as ruas e quem se interessa pelo tema deixou de ser o “chato da mesa do bar”. Estamos mais conscientes.

As bases estão firmes, o movimento já é positivo, basta agora acreditarmos em nós e no Brasil. Não desanimem! É claro que sempre poderia ser melhor, mas lembrem-se que já foi pior.

Bruno Sindona é CEO da Sindona Incorporadora

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