Caça Fantasmas: assessorias postam defesa de vereadores presos nas redes sociais

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André Sacco é um dos 11 vereadores presos: Cinco supostos funcionários fantasmas de André Sacco (PSDB) são “pessoas conhecidas por seu trabalho diário no meio político do município e por estarem fielmente ao seu lado”, diz assessoria

Familiares e assessores de alguns dos 11 vereadores de Osasco que foram presos na Operação Caça Fantasmas, do Ministério Público estadual, e estão desde terça-feira, 6, na penitenciária de Tremembé, no interior paulista, usaram as redes sociais para sair em defesa dos parlamentares.

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No perfil do vereador André Sacco (PSDB) foi postada a seguinte explicação: “Dr. André está sendo acusado de manter 5 funcionários fantasmas e com isso ajudar a formar uma organização criminosa que visa saquear os cofres públicos. Vale lembrar que a única justificativa para tal resolução de acordo com o processo é o fato de que o gabinete foi visitado uma vez e os assessores não foram encontrados lá trabalhando, deduzindo então que estes seriam fantasmas”.

“Os cinco nomes são de pessoas que trabalham com o Dr. André há tempos, trata-se de pessoas conhecidas por seu trabalho diário no meio político do município e por estarem fielmente ao seu lado. Contudo nem os assessores e tão pouco o próprio vereador ficam o tempo todo no gabinete, quem conhece seu trabalho sabe que é nas ruas que ele se faz presente”, continua o texto em defesa de André Sacco. Ele foi anunciado como secretário de Saúde do prefeito eleito Rogério Lins, que também teve prisão decretada.

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No perfil do presidente da Câmara, Jair Assaf (PROS), nota de esclarecimento diz que o parlamentar adotou uma série de medidas para atender a solicitações do Ministério Público. Entre elas está a extinção de mais de 120 cargos comissionados.

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“O vereador Jair Assaf também compareceu por diversas vezes ao Fórum para prestar depoimentos todas as vezes que foi convocado pelo promotor, apresentando diversos documentos exigidos pelo Ministério Público, por não ter nada a esconder da Justiça e da sociedade”, continua a nota.

A assessoria do vereador De Paula (PSDB) declarou: “Todos os funcionários lotados em seu gabinete intimados pelo Ministério Público apresentaram informações / defesas por escrito, acompanhadas de documentos comprobatórios do fiel desempenho das funções, não havendo qualquer fraude ou ato ilícito que possa induzir ao conceito de crime”.

A nota diz ainda que o parlamentar “nunca praticou crime e nunca fez parte de organização criminosa”.

Habeas Corpus

João Gois (PT) entrou com um pedido de habeas corpus na Justiça. A defesa alega que a prisão dele não tem fundamento.

O prefeito eleito, Rogério Lins teve negado na semana passada um pedido de revogação da prisão preventiva. Ele também entrou com um pedido de habeas corpus.

11 vereadores presos 

Entre os 14 parlamentares que tiveram prisão decretada, 11 estão presos há quase uma semana na penitenciária de Tremembé, no interior paulista.

Karen Gaspar (PTdoB) e o prefeito eleito, Rogério Lins (PTN) estavam viajando no dia das prisões e ainda não se entregaram e Andrea Capriotti (PEN) está internada sob escolta em um hospital se recuperando das sequelas de um acidente de carro.

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