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Câmara anula sessão que deixou Furlan inelegível

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1-FurlanPor 16 votos a 2, a Câmara Municipal de Barueri anulou, na terça-feira, 14, o decreto legislativo de 2013 que reprovou as contas do ex-prefeito Rubens Furlan (PSDB) relativas a 2011. A decisão do Legislativo tornava Furlan inelegível por oito anos. A anulação representa uma possível reconciliação entre os dois grupos políticos que disputavam o poder na cidade, liderados pelo prefeito Gil Arantes (DEM) e por Furlan.

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As contas da prefeitura em 2011 receberam parecer desfavorável do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Na ocasião, surgiram denúncias de superfaturamento na contratação de shows. Com a vitória de Arantes na eleição de 2012, foi articulada com os vereadores a rejeição das contas, e Furlan ficou inelegível. O vereador Kascata (PSB), que votou pela rejeição e nesta semana voltou atrás, admitiu: “em 2011 votei contra e falei, meu voto é político. Não é justo a Casa de Leis impugnar uma pessoa por questão política”.

Somente os vereadores Saulo Góes (PSOL) e Dr. Antônio (PDT) votaram contra a anulação da sessão de 2013. Góes falou sobre as supostas irregularidades em shows, como a contratação da dupla sertaneja Zezé Di Camargo e Luciano por R$ 269 mil, enquanto outras prefeituras contratam por R$ 180 mil. Ele disse estranhar a mudança de posição dos colegas. “Seria hoje uma conveniência, um momento político oportuno? Ou simplesmente por que dois grupos políticos ficaram de bem? Voltaram a ser amiguinhos? O parecer continua o mesmo”, criticou.

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Dr. Antônio: “defesa à Casa”
Já Dr. Antônio apelou para a consciência dos vereadores e questionou a tramitação urgente do decreto que anula a sessão de 2013. “Estou apenas fazendo uma defesa à Casa, que pegou o que fez e jogou no lixo”, disse.

Os dois vereadores foram atacados pelos outros parlamentares. Kascata e Maria Evangelista (DEM) se disseram ofendidos. “Vocês estão legislando em causa própria e a opinião dos dois para mim não é muito válida”, alfinetou a vereadora, lembrando que Saulo Góes e Dr. Antônio são pré-candidatos à prefeitura e, por esse motivo, teriam interesse na inelegibilidade de Rubens Furlan.

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O vereador Jânio Gonçalves (PMDB) se sentiu à vontade para votar a favor da anulação, pois sempre manteve-se fiel a Furlan, a quem não se refere como ex-prefeito, mas como “eterno prefeito”. “Todos nós temos direito de uma segunda defesa”, disse.

Com a aprovação do decreto, o processo recomeça, e os vereadores devem aprovar as contas de Furlan em sessão posterior.

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