Câmara de Barueri exclui gênero e sexualidade do plano de educação

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Medida visava reduzir evasão escolar da população LGBT / Foto: Reprodução

Medida visava reduzir evasão escolar da população LGBT / Foto: Reprodução
Medida visava reduzir evasão escolar da população LGBT / Foto: Reprodução

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William Galvão

Em votação na terça-feira, 16, a Câmara de Barueri retirou do Plano Municipal de Educação (PME) as citações envolvendo “gênero” e “sexualidade”. A medida se deu por meio de uma emenda supressiva do vereador Miguel de Lima (PDT). O PME deve nortear os rumos e metas da educação na cidade pelos próximos dez anos.
A reunião que deveria discutir temas como verba para a educação e o custo por aluno da rede municipal ficou polarizada entre tratar ou não a sexualidade dentro da sala de aula.
Segundo Miguel “tem muita gente empenhada em exterminar a instituição família”. Seu discurso se equipara ao modelo conservador: “As pessoas de bem tem de tentar fazer com que as pessoas se conscientizem que a família [tradicional] é a base de tudo”, disse.
Contrários à aprovação, a Coordenadoria da Diversidade de Barueri, em nota de repúdio, acredita que “a retirada da expressão dá margem a toda e qualquer intolerância e preconceito no ambiente escolar, que aponta evasão da população LGBT, sobretudo de pessoas travestis e transexuais”.
Sancionado em julho de 2014 pela presidente Dilma Rousseff (PT), o Plano Nacional de Educação (Lei 13.005), define que as cidades têm até um ano para sancionar seus respectivos planos municipais. Todas as cidades do estado de São Paulo têm até o final de junho para isso. Os demais municípios da região ainda não votaram a versão final de seus planos de educação.

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