Campus terá integração com a comunidade

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Prefeito Jorge Lapas durante audiência sobre novo campus / Foto: Eduardo Metroviche
Prefeito Jorge Lapas durante audiência sobre novo campus / Foto: Eduardo Metroviche

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Leandro Conceição

Em audiência pública na noite de quarta-feira, 5, a reitora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Soraya Smaili, e o prefeito Jorge Lapas (PT), deram detalhes sobre o acordo de cooperação técnica firmado para o início das obras do campus Osasco, que ficará em Quitaúna.

Área terá prédio, teatro, museu, biblioteca e escola

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O projeto prevê a construção de um prédio de cerca de 20 mil metros quadrados para o campus e espaços de integração da instituição com a comunidade local no terreno de 211 mil metros quadrados. Entre eles teatro, biblioteca, museu, escola e creche municipais. Além disso, o campus terá uma rua aberta, ligando Quitaúna ao Km 18.

“O interesse é fazer o melhor uso dessa área não só para a universidade, mas para toda a comunidade”, disse a reitora Soraya Smaili.
O projeto tem orçamento previsto entre R$ 55 milhões e R$ 60 milhões. O campus Osasco tem projeto semelhante ao da Unifesp em São José dos Campos.

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Até 2016
O processo de licitação deve durar de seis a nove meses, de acordo com a reitora. Após o início, as obras devem durar cerca de 18 meses. Ou seja, o campus deve ser entregue entre o fim de 2015 e o início de 2016.
No entanto, já a partir deste ano devem começar ser implantadas no terreno construções pré-fabricadas para a oferta de cursos de extensão, como o de Sistemas Operacionais em Software Livre, já oferecido no campus provisório da Unifesp, no Jardim das Flores.

Os cursos de graduação oferecidos continuarão os mesmos: Administração, Ciências Econômicas, Ciências Contábeis, Ciências Atuariais e Relações Internacionais. O número de vagas em graduação deve chegar a até 2.000. Além disso, novos cursos de extensão devem abrir milhares de vagas no campus definitivo.

Prefeitura pede curso de Direito

A Prefeitura pede a implantação do curso de Direito, o que está em estudo pela Unifesp. “Sabemos que a Unifesp já tem esse curso aprovado e que falta definir o local. Queremos que ele venha para cá”, disse o prefeito Jorge Lapas.
De acordo com o diretor acadêmico do campus Osasco, Murilo Leal, “além do curso de Direito estamos em tratativas para trazer os de Engenharia Civil, Mecânica e Elétrica”.
De acordo com o prefeito, deve ser aberto um cursinho pré-vestibular, por meio de parceria com a Unifesp, para ajudar alunos da cidade a ingressarem na instituição, cujo processo seletivo acontece por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que usa como base o resultado do candidato no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Hoje, 15% dos alunos da Unifesp Osasco são osasquenses.

Após o primeiro edifício, o campus Osasco poderá ser ampliado: “Com a chegada de outros cursos, em outras áreas, vamos precisar de outros prédios. Os prédios vão sendo feitos à medida em que os projetos pedagógicos vão sendo aprovados pela congregação e o conselho universitário”, explicou a reitora, Soraya Smaili.

Terreno será cercado

Antes do início das obras, o terreno da Unifesp Osasco, em Quitaúna, será cercado para amenizar problemas como o despejo irregular de entulho no local, uma grande queixa dos vizinhos. Deve continuar permitida a entrada no terreno para lazer. O local é frequentado por aeromodelistas nos fins de semana.

Números

– A licitação das obras deve durar de seis a nove meses
– Após o início, construção do campus deve levar cerca de 18 meses
– O campus definitivo deve entrar em atividade até 2016
– O projeto está orçado entre R$ 55 milhões e R$ 60 milhões
– O campus definitivo deve oferecer até 2 mil vagas de graduação e milhares em cursos de extensão

Ao lado do governador baiano Jaques Wagner e do ministro Mercadante, Dilma sanciona lei / Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr
Ao lado do governador baiano Jaques Wagner e do ministro Mercadante, Dilma sanciona lei / Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

Governo cria mais quatro federais

A presidenta Dilma Rousseff sancionou na quarta-feira, 5, lei que cria mais quatro universidades federais no país: a do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), do Oeste da Bahia (UFOB), do Sul da Bahia (UFESBA) e do Cariri (UFCA), no Ceará. Juntas, as quatro instituições terão 145 cursos e abrirão 38,3 mil novas vagas para estudantes.
Segundo Dilma, as novas instituições de ensino superior no Norte e Nordeste do país terão papel relevante na redução das desigualdades regionais.

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