Candidato do PSOL quer fortalecer lutas dos trabalhadores

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6-Stan2Visão Oeste: Quais são as principais realizações neste mandato na Assembleia Legislativa e os principais projetos para uma próxima legislatura?
Stan: Tenho trabalhado a ideia de que, como operário, socialista, tenho a obrigação de tratar questões como a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, fim do fator previdenciário e fim do interdito proibitório para manifestações dos trabalhadores. Essas são pautas mais gerais, nacionais, mas é um grande compromisso de todos do PSOL estarem juntos nessas lutas dos trabalhadores.
Na luta popular, tem as questões da moradia, do transporte público com integração gratuita. É preciso avançar no processo de integrar a moradia com a mobilidade. Outra questão importante são as lutas pelo fim da militarização da PM, que é um resquício da ditadura militar, e contra a violência da PM na periferia. Outra luta minha e do meu partido é pela reestatização da Sabesp. Essa falta de água que estamos vivendo, não é por falta só de chuvas, é por falta de investimento. Além disso, tem a defesa do SUS e a luta pela aplicação de 10% do PIB na educação.

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Stan quer fim da militarização da PM

Fale um pouco sobre sua trajetória política.
Minha vida operária nasceu em Osasco. Participei do processo de construção do movimento estudantil osasquense e, como operário, ativista, participei do processo de construção da greve de 1968 em Osasco. Nesse processo, acabei indo para organizações revolucionárias, fui para o POC (Partido Operário Comunista), fui preso, fiquei 16 meses preso e, quando saí, voltei para ajudar no processo de lutas dos trabalhadores e também pelo fim da ditadura militar. Participei das greves do fim da década de 1970, de 1985, em Taboão, como dirigente da CUT. Essas lutas deram base para que a gente pudesse avançar. Fui candidato a prefeito de Taboão da Serra em 2012 e tive 7 mil votos, 5% do eleitorado.

Como analisa o cenário eleitoral em Taboão da Serra e região na disputa a deputado estadual?
Estou contando que vamos ter uma boa votação. Taboão tem 195 mil eleitores, tem condições de eleger mais de um deputado estadual. Mas há muitos candidatos de fora e há uma polarização grande de candidatos daqui.

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Se eleito, como acredita que seria sua relação com o prefeito de Taboão, Fernando Fernandes (PSDB)?
Vou trabalhar junto aos movimentos sociais e buscando atender à Prefeitura, independentemente de questões políticas. O voto traz um compromisso com o cidadão que está acima de questões políticas.

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