Censura de Aécio: de Minas para o Brasil

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Por Kiko Nogueira – Jornalista

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Os mandados de busca e apreensão de computadores e outros equipamentos eletrônicos na casa de seis pessoas suspeitas de difamar Aécio Neves é uma amostra de seu modus operandi. Esse é o estado de vigilância e intimidação que ele impôs em Minas, cujo resultado é uma imprensa dócil, amedrontada e a favor.

A investigação foi pedida pelo próprio Aécio. O partido emitiu uma nota: “O PSDB, em nenhum momento, requereu a realização de busca e apreensão de quaisquer equipamentos ou documentos, sejam em residências ou em sedes de empresas”.

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Fala-se em “quadrilhas virtuais”. Rebeca Mafra, produtora do Canal Brasil, teve seu apartamento na Lapa, no Rio, invadido. “Um grupo de sete oficiais revirou minha casa toda. Levaram um computador, chip da máquina fotográfica, um pen drive e dois HDs externos, tudo material de trabalho”, disse.

“Eu virei perseguida política de um dia para o outro. Eu nunca posto nada de política em rede social. Tenho amigos muito engajados que não sofreram abuso desse tipo. Eu não faço parte do eleitorado dele, mas nunca difamei ninguém. Me sinto insegura”.

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Aécio e seus assessores sabem que os boatos não foram inventados por aquelas pessoas e que aquilo não servirá para contê-los. A ideia, porém, é mandar um recado de intimidação. O próximo pode ser você.

E como ficará Rebeca Mafra, que teve a casa ocupada? (Ela conta que escapou de ter a porta arrombada porque uma amiga tinha a chave e viu a movimentação) A quem ela deve apelar?

A Justiça que agiu com rapidez e rigor para apreender laptops não será a mesma. Mas Rebeca, como você, teve um aperitivo do estilo aecista de governar, de lidar com as críticas e, num sentido mais amplo, com o mundo.

 *Publicado originalmente no site Diário do Centro do Mundo

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