Centrais fazem novos atos dias 6 e 30 de agosto

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Manifestações ocorreram em todo o país no último dia 11 / Foto: Eduardo Metroviche

Manifestações ocorreram em todo o país no último dia 11 / Foto: Eduardo Metroviche
Manifestações ocorreram em todo o país no último dia 11 / Foto: Eduardo Metroviche

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As centrais sindicais programam para o dia 6 de agosto novas manifestações contra o Projeto de Lei 4.330, do deputado Sandro Mabel (PMDB-GO), que muda regras da contratação de serviços terceirizados. A decisão foi tomada em reunião na semana passada, na sede da Força Sindical, em São Paulo, com a participação de dirigentes da CUT, Força Sindical, UGT, CSP-Conlutas, CGTB, CTB, NCST e CSB.

Novas manifestações serão contra projeto de terceirização

Além disso, no dia 30 de agosto, os sindicalistas planejam novo ato em defesa da pauta unificada de reivindicações dos trabalhadores, que inclui redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais, fim do fator previdenciário, política salarial para aposentados, investimentos em saúde, educação e transporte, reforma agrária, fim da terceirização e dos leilões do petróleo.

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“Essa pauta é o que unifica as centrais sindicais, neste momento, em defesa dos interesses dos trabalhadores e vamos seguir para sua aprovação até o final. As negociações estão acontecendo, mas nós queremos resultados, queremos que os empregadores tenham os ouvidos abertos e atendam às nossas reivindicações, com o Congresso Nacional colocando nossa pauta para votação”, disse o presidente da CUT, Vagner Freitas.

“[Dia 11 de julho] Foi um ato histórico e muito importante. Estamos reafirmando a pauta da classe trabalhadora e conseguimos divulgá-la para o Brasil inteiro”, disse o presidente da Força Sindical, o deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho (PDT-SP).
O novo ato, do dia 6, será realizado em frente às sedes das federações e confederações patronais. O de 30 de agosto ainda não tem local nem formato definido. (Com Rede Brasil Atual)

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Centrais condenadas a pagarem multa

O movimento do dia 11 de julho causou às centrais sindicais um prejuízo de aproximadamente R$ 1 milhão. As entidades foram multadas pela Advocacia Geral da União por terem fechado a Avenida Paulista no ato e impedido o acesso aos locais de trabalho.

“Nós vamos procurar os presidentes do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e Supremo Tribunal Federal (STF) para conversar sobre essa punição. Isso é uma agressão ao direito de greve e manifestação”, afirmou o presidente da CUT, Vagner Freitas. Segundo ele, o interdito proibitório, que seria um instrumento criado para discutir as divergências em relação à propriedade privada “agora é usado para impedir que o movimento sindical se aproxime dos trabalhadores para fazer seu papel de convencimento político e de representação”. “Isso é para inviabilizar o movimento sindical e impedir que os trabalhadores tenham direito de mobilização”, disse Freitas. (Com RBA)

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