Centrais se unem contra pacote econômico

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Sindicatos da região também participaram do ato, na avenida Paulista, em São Paulo /
Sindicatos da região também participaram do ato, na avenida Paulista, em São Paulo /

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Na quarta-feira, 28, um ato realizado na avenida Paulista, em São Paulo, pelo Dia Nacional de Lutas por Emprego e Direitos reuniu as centrais sindicais. Representantes da região, como o Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região, Sindicato dos Comerciários de Osasco e Região (Secor) e o Sindicato dos Gráficos de Barueri, Osasco e Região (Sindigráficos) participaram da manifestação.

Sindicalistas desaprovam medidas do governo federal

A principal causa foi protestar contra as limitações dos benefícios sociais dos trabalhadores, aprovados pelo governo federal através das Medidas Provisórias 664 e 665. Tais medidas reduzem garantias do seguro-desemprego, abono salarial, auxílio-doença, entre outros direitos trabalhistas.
O presidente do Secor, José Pereira da Silva Neto, afirmou que “nós [sindicalistas], como representantes legais dos trabalhadores, temos o dever de exigir garantia de empregos em 2015, além da manutenção e ampliação de direitos”.

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As medidas estabelecem, por exemplo, que o abono salarial (Pis/Pasep) passe a ser pago somente àqueles que tenham recebido até dois salários mínimos e trabalharam ao menos seis meses no ano, e não apenas 30 dias ou mais, como é atualmente. Haverá também alteração no valor, que será proporcional aos meses trabalhados.

Seguro desemprego
Outra preocupação das centrais sindicais é o seguro desemprego. Antes, o governo exigia que o trabalhador tivesse exercido função por seis meses para ter direito ao benefício. A partir das medidas, o primeiro acesso só será permitido ao trabalhador que tiver cumprido dezoito meses de exercício nos últimos 24.
Também haverá mudanças para os beneficiários de pensão por morte. De acordo com Luciano Rodrigues, vice-presidente do Secor, “as novas exigências para a pensão por morte também penalizam igualmente os trabalhadores, restringindo o valor do benefício em até 50% para aqueles considerados de baixa renda”, explicou.

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“Não podemos permitir retrocessos”

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Jorge Nazareno, ressaltou a importância da manifestação para discutir e avaliar as medidas do governo e afirmou que “não podemos permitir retrocessos em direitos conquistados pelos trabalhadores”.
O presidente dos Sindigráficos, Álvaro Ferreira Costa, destacou que “benefícios importantíssimos para o trabalhador estão sendo alterados sem, ao menos, discussão prévia. Que o governo saiba que os trabalhadores estão muito insatisfeitos com essas medidas e queremos suas revogações”.
Outras pautas são a reversão do aumento de juros e combustíveis e a correção da tabela do imposto renda em 6,5%.

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