Centrais sindicais anunciam marcha a Brasília

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Líderes das centrais se reuniram em São Paulo para organizar o movimento / Foto: Jaélcio Santana

Líderes das centrais se reuniram em São Paulo para organizar o movimento / Foto: Jaélcio Santana
Líderes das centrais se reuniram em São Paulo para organizar o movimento / Foto: Jaélcio Santana

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Auris Sousa

As centrais sindicais vão realizar, no dia 6 de março, uma Marcha Nacional a Brasília pela pauta dos trabalhadores. Os primeiros detalhes do ato foram decididos na quarta-feira, 23, por representantes da Força Sindical, Central Única dos Trabalhadores (CUT), Nova Central, Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e União Geral dos Trabalhadores (UGT).
Segundo a Força Sindical, as bandeiras de luta do ato serão: fim do fator previdenciário; redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução de salário; a destinação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) à saúde; destinação de 10% do PIB à educação; reforma agrária;  política de valorização dos salários dos aposentados;  regulamentação da Convenção 151; aprovação da Convenção 158 da OIT; e mais desenvolvimento econômico.

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De acordo com o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna, o objetivo da manifestação é defender a valorização do trabalho, a cidadania e uma política econômica para o país.
“Estamos congregando as centrais sindicais e os movimentos sociais em torno de várias bandeiras comuns, como educação, saúde e a questão dos aposentados”, enfatizou.
Além disso, as centrais também vão debater a situação atual da economia. Por isso, no mesmo dia também vão entregar à presidente Dilma Rousseff um documento com a visão dos trabalhadores sobre as mudanças necessárias na economia e na legislação do país.

Resposta às propostas da CNI

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A marcha também será um ato contra as 101 propostas da Confederação Nacional da Indústria (CNI) entregue à presidente em dezembro de 2012. Em resumo, os itens vão contra as principais bandeiras de luta do movimento sindical.
Entre os principais itens do documento criado pela CNI estão: que o trabalhado aos domingos e feriados seja estendido para todas as categorias; redução da jornada de trabalho com consequente redução de salário; divisão das férias em parcelas; pagamento de PLR em fatias; e a transferência dos encargos sociais para a Previdência Social. Hoje estes encargos são assumidos pelos patrões.
Além disso, o documento também propõe a ampliação da terceirização e negociação individual.

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