Chances de negros serem assassinados é 3,7 vezes maior em comparação com os brancos

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O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) divulgou a pesquisa Participação, Democracia e Racismo e demonstrou que a cada três assassinatos no País, duas vítimas eram negras, e as chances de um adolescente negro ser assassinado é 3,7 vezes maior em comparação com os brancos. Esses dados são de 2013, mas correspondem a realidade atual.

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“O genocídio /extermínio da juventude negra é um tema de extrema relevância, uma vez que o processo histórico e as expressões de preconceitos estão presentes na sociedade nos tempos atuais, e se expressam de variadas formas sejam elas desrespeitos, humilhações, evitação, exclusão, intolerância e até mesmo a violência física que resulta muitas vezes em mortes”, comenta o membro do Conselho Regional de Serviço Social de São Paulo (CRESS/SP), Júlio Cezar de Andrade.

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De acordo com o Relatório de Desenvolvimento Juvenil de 2007, estudos históricos realizados em São Paulo e Rio de Janeiro mostram que há cinco ou seis décadas as causas de morte entre os jovens na faixa etária entre 15 e 24 anos eram as epidemias e doenças infecciosas, com substituições progressivas de causas externas de mortalidade, fundamentalmente os homicídios e acidentes de trânsito (72,8% da mortalidade). Além disso, segundo o Mapa da Violência 2013, 57,6%  dos homicídios  ocorridos no Brasil são de jovens entre 15 a 29 anos. Destes, 93,3% eram homens e 77%, negros.

Para Andrade, o preconceito é apoiado pelo estereótipo e na sociedade quem carrega uma imagem negativa de ser inferior é o negro.  “O genocídio/extermínio da juventude negra é existente devido a somatória do preconceito ético racial existente na sociedade   capitalista e reforçado pela ação e omissão do Estado, na ausência de políticas sociais, e, efetivado pela sua força militar, que por sua vez segue uma linha controladora, racista e conservadora”, finaliza o assistente social.

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