Com aumento alarmante do arroz, vereador de Carapicuíba pede que Procon reforce fiscalização nos mercados

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preço arroz
Reprodução

Na tentativa de coibir preços abusivos em itens da cesta básica, o vereador Antonio Beserra (PL) protocolou uma indicação em que pede à Prefeitura de Carapicuíba que viabilize, junto ao Procon, o aumento da fiscalização nos supermercados no município.

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De acordo com Beserra, a indicação apresentada na Câmara Municipal atende ao pedido de munícipes, que voltaram a reclamar da alta nos preços de itens da cesta básica, com destaque para o arroz, que saltou de R$ 15 para mais de R$ 40 a cada pacote de cinco kg.

Desta vez, a situação abrange todo o território nacional e os motivos para a alta estão ligados à valorização do dólar frente ao real, o aumento da exportação e a queda na safra. Para discutir o tema, nesta quinta-feira (10), o Procon se reúne com representantes da Secretaria de Agricultura, da Associação Paulista de Supermercados (APAS) e de produtores.

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De acordo com Fernando Capez, secretário de defesa do consumidor, o foco são produtos como arroz, óleo, carne, leite, ovos e feijão. “Sabemos que é uma questão macroeconômica, ligada a alta do dólar e a facilitação da exportação. Por um lado, é bom para a nossa balança comercial, mas o consumidor não tem nada a ver com isso e não pode ser prejudicado”, destacou Capez.

Para tentar conter a alta no preço do arroz, em específico, o Ministério da Economia, por meio da Câmara de Comércio Exterior (Camex), decidiu, na quarta-feira (9), zerar a alíquota do importa de importação.

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Esta não é a primeira vez que os consumidores reclamam da alta nos preços de itens essenciais da cesta básica durante a pandemia. No estado, entre os meses de março e abril, milhares de estabelecimentos foram fiscalizados após uma série de reclamações, que incluíam também preços abusivos de produtos de higiene, como álcool gel e máscara de proteção descartável.

Outro problema enfrentado pela população foi a alta no valor das contas de energia referentes ao mês de junho, fornecida pela Enel Distribuidora. O caso rendeu multa do Procon de mais de R$ 10 milhões para a empresa, que foi obrigada a rever os cálculos das faturas e a parcelar automaticamente os as cobranças.

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