Comércio varejista da região de Osasco tem retração de 4% em maio

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Ao analisar apenas o mês de março, as vendas recuaram 19,8%, segundo dados da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) / Foto: Eduardo Metroviche

Os estabelecimentos comerciais da região de Osasco registraram, em maio, queda de 4% das vendas em relação ao mesmo período do ano passado, e atingiram o faturamento de R$ 4,2 bilhões.

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Os dados são da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista no Estado de São Paulo (PCCV), realizada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP), segundo informações da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz).

Seis das nove atividades pesquisadas apresentaram retração no comparativo com o mesmo período do ano anterior. O setor de Lojas de vestuário, tecidos e calçados registrou a maior queda (-54,7%) e contribuiu negativamente em 4,6 pontos porcentuais para o desempenho geral. Os segmentos de Materiais de construção (-35,4%) e Concessionárias de veículos (-33,2%) também colaboraram para o baixo desempenho do varejo da região.

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No sentido contrário, os setores de Outras atividades (16,3%) e Lojas e móveis de decoração (3%) apresentaram alta e contribuíram para o resultado geral em 5,3 p.p. e 0,1 p.p. respectivamente.

Desempenho estadual

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O agravamento do cenário econômico pressionou o mau desempenho do comércio varejista do Estado de São Paulo em maio. O faturamento real atingiu R$ 44,1 bilhões, queda de 5,9%, o que significa R$ 2,8 bilhões a menos em relação ao mesmo mês do ano passado.

De acordo com a assessoria econômica da Federação, a crise econômica que o País atravessa tem corroído o poder de compra do consumidor, que direciona a renda apenas para a compra de bens alimentícios e essenciais, como remédios, pois apenas as atividades de supermercados e farmácias conseguiram registrar pequenos crescimentos em 2015.

Ainda segundo a Entidade, este ciclo negativo do comércio varejista paulista indica, sobretudo, a confiança abalada dos consumidores em relação à capacidade de recuperação da economia a curto prazo. Isso, ainda, significa possíveis indícios de que os sucessivos desempenhos ruins dos demais segmentos produtivos estão provocando impactos sensíveis sobre a renda e o emprego das famílias.

Das nove atividades pesquisadas, sete apresentaram retrações em relação a maio de 2014, das quais três mostraram quedas expressivas de dois dígitos: eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamento (-24,1%); concessionárias de veículos (-21,2%) e lojas de móveis e decoração (-14,3%). Em conjunto, o impacto negativo foi de 5,4 pontos porcentuais para o resultado geral.

No sentido oposto, apenas os segmentos ligados a bens essenciais, de primeira necessidade e que independem de crédito, conseguiram mostrar aumento de vendas no mês: supermercados (2,7%) e farmácias e perfumarias (1,9%), taxas que juntas contribuíram para aliviar a queda em 0,9 p.p.

Expectativa

Em junho, a FecomercioSP estima nova queda nas vendas para o Estado de São Paulo ao redor de 2%. Em 2015, as projeções da Entidade apontam para uma queda anual acumulada de 5%.

Para a Federação, a alta da inflação, do desemprego e dos juros são aspectos que acabam delineando de forma negativa os prognósticos tanto a curto quanto a médio prazos para a economia. O baixo crescimento e a redução da renda também contribuem para o baixo nível de confiança dos consumidores, elemento essencial na decisão de compra pelas famílias.

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