Comissão processante divide a Câmara

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Os membros da comissão; no detalhe, petistas divergem
Os membros da comissão; no detalhe, petistas divergem

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Fernando Augusto

Os vereadores de Jandira continuam divididos sobre a comissão processante que foi instalada para apurar irregularidades em contrato da Prefeitura com uma Oscip para a contratação de médicos. Em entrevista coletiva na terça-feira, 18, os membros da comissão ainda não tinham definido a linha de investigação da comissão, que pode até decidir pelo afastamento do prefeito Geraldo Teotônio, o Gê (PV).

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A comissão foi instalada dia 11, por sete votos a seis, sendo que o voto de desempate a favor foi do presidente do Legislativo, Altamir Cypriano, o Mi (DEM). A origem da comissão foi denúncia apresentada por uma ONG e também requerimento do vereador Reginaldo Camilo dos Santos, o Zezinho (PT). Ambos denunciam o contrato firmado entre a Prefeitura e uma Oscip (Organização da Sociedade Civil para o Interesse Público) em fevereiro de 2013 para a contratação IMG_4305de profissionais de saúde. Os pagamentos à Oscip teriam continuado mesmo após o prazo para contratos emergenciais, feitos sem licitação.

Durante a entrevista coletiva, o vereador Reginaldo Camilo, conhecido como Zezinho, chegou a bater boca com o vereador Roberto Rodrigues, o Betinho (PSDB), que foi sorteado membro da comissão, mas votou contra. “Votei contra o documento da forma que ele entrou na Câmara. Não tenho conhecimento jurídico para saber se o contrato [com a Oscip] é ilegal”, disse. Já Zezinho apresentou documentos que mostrariam pagamentos exorbitantes a médicos.

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A comissão processante é presidida pelo vereador Arverino Xavier (PP), que marcou uma reunião na próxima segunda-feira, 24, para discutir os rumos da comissão. “O povo nos colocou aqui para fiscalizar e temos 90 dias para investigar”, disse.
A opção dos vereadores por uma comissão processante, ao invés de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) – que não tem o poder de cassar o prefeito -, mostra que Gê perdeu o apoio de parte de sua base aliada. O seu líder na Câmara, vereador Julinho (PT), defendeu a Prefeitura. Segundo ele, a administração continuou a pagar a Oscip para manter o hospital municipal de portas abertas. “Havia duas possibilidades: pagar de forma indenizatória à Oscip ou fechar o hospital”, explicou.
Curiosamente, os dois vereadores do PT na Câmara, Zezinho e Julinho, estão em lados opostos. O primeiro é da oposição e Julinho é líder de Gê na Casa.

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