Condição favorável à integração

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O anúncio da criação de um consórcio intermunicipal integrado por sete municípios da região visando a busca de soluções conjuntas para problemas comuns foi recebido com uma dose de ceticismo. Não era para menos: nos últimos anos, o esboço dessa integração já foi apresentado inúmeras de vezes. Como lembraram os próprios prefeitos, a iniciativa mais longeva e produtiva neste sentido foi a Câmara Oeste, fórum composto por vereadores , cuja ação tinha limitações inerentes ao seu papel propositivo e sem poder de execução.

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Perguntados sobre o que diferencia a iniciativa de agora das tentativas de promover esse diálogo no passado, os prefeitos foram unânimes em avaliar que o anúncio desta semana tratou-se efetivamente de uma reunião de trabalho já visando a constituição jurídica do consórcio, passo que nunca foi dado em nenhuma das tentativas anteriores.

Há agora um entendimento mais uniforme de que as prioridades são as mesmas

Nas iniciativas do passado, ora provocadas pela ação de deputados federais da região, ora demandadas pela sociedade civil, a conversa entre os chefes do Executivo não saiu da primeira reunião. Divergências ideológicas e discordâncias sobre prioridades desestimularam a continuidade do processo. Desta vez, contudo, a iniciativa partiu deles próprios, prefeitos. E capitaneada pelos dois maiores PIBs da região; curiosamente, os dois que outrora mais discordaram: Osasco e Barueri.

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Há agora um entendimento muito mais uniforme de que as prioridades das cidades são as mesmas, incluindo a saúde no rol de urgências, além das já tradicionais destinação do lixo e mobilidade urbana. Se a condição é mais favorável à integração, o momento não é, ainda, de ufanismo. Na prática, este foi, de novo, o primeiro encontro. Vamos aguardar e cobrar com atenção a próxima reunião, prometida para junho, em Barueri, já visando a formalização da proposta do consórcio junto às Câmaras Municipais.

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