Conservador, Congresso eleito pode limitar avanços sociais e de minorias

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Levantamento feito pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) mostra um aumento, na nova composição do Congresso Nacional, do número de parlamentares ligados a segmentos mais conservadores – entre eles, militares, policiais, religiosos e ruralistas.

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Na avaliação do analista político do Diap, Antônio Augusto de Queiroz, este será “o Congresso mais conservador desde a redemocratização”.
Para o especialista, “algumas conquistas do processo civilizatório, como a garantia dos direitos humanos, podem ser interrompidas ou mesmo regredir com a eleição de uma bancada extremamente conservadora”.
O Diap mostra crescimento do número de parlamentares policiais ou próximos desse segmento, como apresentadores de programas de cunho policialesco. Ao todo, esse setor contará com 55 deputados, parte dos quais defendeu, na campanha, a revisão do Estatuto do Desarmamento, a redução da maioridade penal e a criação de leis mais rígidas para punir crimes.

A bancada evangélica – que teve em Marcos Feliciano (PSC), também reeleito, representante de destaque na legislatura passada – também cresceu e contará, agora, com 52 parlamentares.
Defensor da “família”, o apresentador Celso Russomano (PRB-SP) foi o deputado mais votado destas eleições. Com 1,5 milhão de votos, ele ajudou a mais que dobrar a bancada do PRB, que passou de oito para 21 deputados.
A bancada ruralista também deve crescer, segundo a Frente Parlamentar da Agropecuária, que reúne os representantes do setor. Hoje composta por 14 senadores e 191 deputados, a frente estima que passará a contar com 16 senadores e 257 deputados.
Veja no gráfico a composição das bancadas na Câmara dos Deputados por partido. (Com Agência Brasil)

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Nova composição das bancadas na Câmara dos Deputados

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Derrotado por José Serra (PSDB), Eduardo Suplicy (PT) deixará o Senado após 24 anos / Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado


PMDB e PT mantêm as maiores bancadas do Senado Federal

O PMDB manteve seu status de maior bancada do Senado. Com 18 senadores após a eleição, o partido do atual presidente da Casa, Renan Calheiros (AL), perdeu um integrante, mas segue maior do que todos os outros.
Logo atrás vem o PT, que continua sendo a segunda força. Os petistas somam 12 senadores, o que representa também a perda de um membro. Em terceiro está o PSDB, com 10 senadores — 2 a menos do que antes do pleito. Os tucanos também eram o terceiro maior partido do Senado antes da eleição.
O PSB, que apoia Aécio Neves (PSDB) no segundo turno, foi a legenda que mais conquistou cadeiras novas entre as 27 que estiveram em disputa. O partido chegou à disputa com 4 senadores, e sai das urnas com 7. O PSDB segue como a terceira bancada do Senado, mas foi de 12 para 10 parlamentares.
Por São Paulo José Serra (PSDB) foi eleito com 58,49% dos votos válidos, interrompendo mandato de 24 anos de Eduardo Suplicy (PT), que teve 32,53%. O ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD) recebeu 5,94% dos votos.

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