Construtoras de Osasco desenvolvem protocolo contra Covid-19 e defendem reabertura de plantões

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construtoras de Osasco
Com os novos parâmetros de segurança, as construtoras defendem que é possível reabrir algumas atividades econômicas durante a pandemia / Foto: divulgação

As construtoras de Osasco querem mostrar que a reabertura de algumas atividades econômicas é possível seguindo novos parâmetros de segurança contra o contágio pelo novo coronavírus. A proposta foi apresentada ontem (14), durante live organizada pela Associação Comercial e Empresarial de Osasco (ACEO) e a Associação dos Construtores de Osasco (ACO).

Para apoiar a tese, o presidente da Associação dos Construtores, Sérgio Azevedo, apresentou dados de um levantamento feito com todas as 10 construtoras com obras ativas na cidade de Osasco, abrangendo um total de 2527 trabalhadores. Por ser uma atividade sem atendimento ao público e não atingida pelo decreto da quarentena no Estado de São Paulo, a Construção Civil não parou nos canteiros de obras em Osasco neste período. Mesmo assim, o setor registrou uma taxa baixíssima de contaminação: 0,47% dos trabalhadores contaminados e nenhuma morte. O percentual representa apenas 7 operários com casos suspeitos de Covid-19 e afastados do trabalho.

Além de Azevedo, que também é proprietário da FAAL Incorporadora, a live de apresentação dos dados contou com a presença de Marcelo Ernesto Zarzur, Diretor Técnico da EZTEC Construtora, Jean Paul Cutrona, CEO da BP8 Construtora, Dante Seferian, CEO da Construtora Danpris, Amir Gomes, presidente da ACEO, sob a mediação do superintendente da ACEO, Denis Mello. Na segunda feira (11), os construtores já tinham se reunido com o prefeito de Osasco, Rogério Lins, e o Secretário de Finanças de Osasco, Pedro Sotero.

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construtoras de Osasco live ACEO
O tema foi abordado na live realizada pela ACEO nesta quinta-feira (14) / Foto: reprodução

O sucesso na contenção do contágio por coronavírus nos canteiros de obras, segundo os construtores, deveu-se à adoção de um protocolo rigoroso que incluiu o fornecimento de equipamentos adequados como máscaras, luvas, álcool em gel, aplicação de regras de distanciamento social no local de trabalho, além da orientação constante dos trabalhadores, incluindo a criação de uma espécie de “fiscal do coronavírus”, para garantir que nenhum operário com sintomas continue trabalhando ou que alguém descuide no uso dos equipamentos de segurança.

“Muitas vezes nós trabalhamos com uma mão de obra de baixíssima instrução e pouco acesso à informação. Atuar dessa forma é a maneira que encontramos de proteger nossos colaboradores, não apenas para não pararmos um setor importante da economia, mas também para proteger suas famílias, que também recebem a informação correta de como se prevenir e evitar o contágio”, explica Sérgio Azevedo. “‘Outro dia ouvi de um senhor uma reclamação num mercado, sobre o uso de máscara, de que ‘se o presidente não sabe usar isso contra o vírus, porque eu preciso saber’. É isso que não podemos deixar acontecer. Precisamos dar o exemplo”, destaca Azevedo.

Medidas para evitar o coronavírus nos plantões de vendas

Com os resultados obtidos nos canteiros de obras, os construtores esperam utilizar o protocolo de segurança para conseguir autorização para a abertura do plantões de vendas. A ideia é retomar a cadeia produtiva completa, da construção às vendas, que caíram diante da proibição de abertura dos estandes.

As medidas incluem controle de temperatura no acesso, para clientes e colaboradores, a obrigatoriedade do uso de máscaras, com disponibilização do equipamento pela própria construtora.

Também propõem regras de distanciamento no acesso ao plantão, com espaço mínimo de dois metros entre as mesas, máximo de três cadeiras e no mínimo um metro e meio de distância entre as cadeiras, e outras medidas, como obrigatoriedade de banheiros com produtos adequados, desinfecção constante de móveis e utensílios, além da restrição da circulação em apartamentos-modelo decorados.

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