Crédito imobiliário aumenta 50% na região

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“Número representa resultados efetivos para a Caixa, a sociedade e a construção civil” / Foto: Arquivo/ABR
“Número representa resultados efetivos para a Caixa, a sociedade e a construção civil” / Foto: Arquivo/ABR

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O volume de crédito imobiliário na região de Osasco até o fim de setembro é 50% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado. A informação foi divulgada nesta semana pela Caixa Econômica Federal. Até dia 27 do mês passado, o banco público contratou na região R$ 928 milhões em crédito para a habitação.

Em 2013, já foram assinados aproximadamente 9,8 mil contratos, correspondendo a mais de 44 financiamentos imobiliários fechados por dia e a um crescimento de 72%, se comparado ao mesmo período de 2012, quando foram assinados 5,7 mil financiamentos.

Já foram R$ 928 milhões até fim de setembro

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Nesse montante, foram aplicados R$ 185,2 milhões com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS); R$ 629,3 milhões do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE); e R$ 42,2 milhões do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR).

O crescimento na região é maior do que o registrado pela Caixa em todo o país. Até setembro foram R$ 100,1 bilhões em crédito imobiliário, valor 35% maior do que o registrado no mesmo período de 2012. O número de contratos assinados, até o dia 27 do último mês, já é superior a 1,4 milhões, o que corresponde a mais de 5.600 contratados fechados por dia. A expectativa da CAIXA é que, até o final de 2013, sejam atingidos mais de R$ 130 bilhões em financiamentos imobiliários em todo o país.

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Para o superintendente regional da Caixa em Osasco, Antônio Ferolla Neto, o resultado é significativo, pois equivale a mais de 75% do que, inicialmente, foi previsto para 2013. “Se compararmos com o realizado, no mesmo período de 2012, já são R$ 26 bilhões a mais. São números que representam resultados efetivos, não apenas para a Caixa, mas para a sociedade, para o setor da construção civil e para o país”, diz.

Governo aumenta teto para uso do FGTS

No último dia 30, o governo elevou de R$ 500 mil para R$ 750 mil o máximo do valor de imóvel que pode ser adquirido com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
De acordo com Alan Bruno, diretor da Direções Consultoria Imobiliária, de Osasco, a mudança traz impacto para o mercado na região. “Como os imóveis tiveram um aumento muito grande de preço, uma parte importante dos imóveis na região já custa mais de R$ 500 mil. O comprador, mesmo tendo outro imóvel de menor valor, muitas vezes precisa do saldo do FGTS para completar o pagamento”, afirma.

Alan Bruno explica que, mesmo nessa faixa mais elevada de renda, o FGTS muitas vezes é usado. “Quem compra um imóvel nessa faixa de valor tem uma renda de R$ 15 mil, R$ 20 mensais. Se é assalariado, entre uma compra e outra às vezes passaram-se 5 anos, o suficiente para ele juntar às vezes R$ 100 mil em saldo de FGTS. É uma ajuda importante para abater no preço do novo imóvel novo”.

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