Criança com down é discriminada em shopping

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João Pedro, impedido de entrar em atração de shopping, e a mãe, a jornalista Nelci Groff / Foto: Arquivo Pessoal

João Pedro, impedido de entrar em atração de shopping, e a mãe, a jornalista Nelci Groff / Foto: Arquivo Pessoal
João Pedro, impedido de entrar em atração de shopping, e a mãe, a jornalista Nelci Groff / Foto: Arquivo Pessoal

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Por ter síndrome de down, o pequeno João Pedro, de 9 anos, foi impedido de entrar em uma área de lazer administrada pela empresa Toy Company Diversões no Shopping Tamboré, em Barueri. É o que afirma a mãe do garoto, a jornalista Nelci Groff, 50, moradora de Osasco.

“Ele é especial, não pode entrar”, disse atendente

Ela conta que, no fim de julho, durante um passeio com o filho pelo shopping, João Pedro pediu para brincar no espaço da Toy Company, que conta com brinquedos e jogos eletrônicos, mas não teve a entrada liberada pela atendente, sob alegação de que “ele é especial, não pode entrar”.
“Me dirigi ao balcão com João Pedro já tirando o calçado, porque ele sabe que para entrar nestas áreas é necessário tirar o calçado. A atendente, para minha surpresa, disse que ele não poderia entrar. Perplexa, perguntei o por quê e obtive como resposta: ‘Ele é especial, não pode entrar’”, relata Nelci.
A jornalista conta que reclamou de preconceito. “Desculpe senhora, estou cumprido ordens da gerência”, teria sido a resposta da atendente.
De acordo com Nelci, João Pedro só seria autorizado a entrar se ela o acompanhasse, apesar de o garoto ser independente, não ter dificuldades de locomoção e se expressar bem. Questionada, a atende respondeu, segundo a jornalista: “‘Não posso fazer nada, como já disse são ordens do gerente, que também não tem culpa, apenas cumpre ordens da empresa’”.
“Nó na garganta”
“João Pedro, já tristinho, ouvindo as negativas e sem entender o motivo de não poder entrar, me perguntava o tempo todo: ‘Mamãe por que não posso brincar?’”, lembra Nelci. “Retornamos pra casa, eu com um nó na garganta e a sensação de impotência perante tal atitude, e ele tentando ainda subtrair de mim o porque de não poder brincar”.

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Empresa pede desculpas

A jornalista conta ter entrado em contato com o shopping e recebido um pedido de desculpas. Após o relato de Nelci nas redes sociais na internet e a repercussão negativa do episódio, a Toy Company emitiu nota pedindo desculpas a Nelci e seu filho. “Já foi realizada uma reciclagem de treinamento intensivo [aos funcionários] em todas as unidades, para que o caso seja o primeiro e único”.

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