Crise: Osasco já perdeu mais de 6 mil vagas de emprego este ano, diz estudo

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Portal do Trabalhador de Osasco
O Portal do Trabalhador, que auxilia na recolocação profissional, em Osasco / Foto: Marcelo Deck

Com a crise econômica causada pela pandemia de covid-19, Osasco registrou um saldo negativo de 6.156 vínculos empregatícios entre janeiro e maio, segundo estudo divulgado pela Secretaria Municipal de Planejamento e Gestão (Seplag) com base em dados do Ministério da Economia.

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“Tendo como base o fim de 2019, mais de 6 mil vínculos empregatícios formais foram eliminados em Osasco entre janeiro e maio de 2020”, afirma o levantamento.

Desde março, quando a expansão da covid-19 se acelerou no país e levou o governo do estado e o município a decretarem quarentena, com o fechamento de comércios e serviços, a queda no estoque de empregos formais em Osasco se tornou mais acentuada, com uma média de -1,6% até maio.

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Auxílio Emergencial: alívio e preocupação

O estudo da Secretaria de Planejamento e Gestão de Osasco destaca ainda que os recursos transferidos pelo governo federal por meio de benefícios assistenciais como Bolsa Família, BPC e, principalmente, o Auxílio Emergencial de R$ 600 e R$ 1.200 ajudaram a amenizar os efeitos da crise.

Entre março e junho, essas ações de assistência social federais injetaram R$ 150,3 milhões na economia osasquense. Somente o Auxílio Emergencial foi responsável por mais de R$ 109,6 milhões nos meses de abril e maio. Os pagamentos de junho ainda não foram contabilizados.

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“[O Auxílio Emergencial] certamente tem contribuído para amenizar os efeitos da crise econômica que atinge a cidade em razão da epidemia de covid-19, mas também gera preocupações no sentido de que a sua extinção no segundo semestre pode representar uma redução importante na renda disponível para as famílias osasquenses se manterem, consumirem produtos e serviços e contribuírem para a atividade econômica no município”, analisa o estudo da Seplag.

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