De quem é a culpa da crise da água?

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Todos os dias converso com pessoas que partilham a mesma preocupação em relação à possibilidade de faltar água em São Paulo.
É verdade que vivemos um tempo de grave estiagem, o que consequentemente reduziu a quantidade de chuvas. Mas é também uma grande verdade que não podemos culpar simplesmente as forças da natureza por conta da crise que vivemos em relação ao abastecimento de água e as possibilidades de racionamento em nosso estado.
Todos nós sabemos que a água é um bem essencial para a sobrevivência da humanidade, motivo pelo qual precisamos responder à seguinte questão: está havendo o necessário respeito em relação aos mananciais e à preservação da natureza?

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É evidente que não. Em todos os lugares percebe-se o quanto é urgente avançar para que possamos garantir uma vida equilibrada para a nossa geração e para as futuras.
Mas a crise da água tem outros componentes, entre os quais destaco a falta planejamento do Estado para tratar de maneira estratégica essa que é uma questão muito relevante.
E lembro ainda que a crise da água vai além do seu impacto em relação às famílias, o que torna a questão ainda mais preocupante. Trata-se de um tema essencial para o desenvolvimento econômico de São Paulo. Sem a quantidade de água necessária muitas empresas terão dificuldades para garantir a manutenção de seus processos produtivos. E isso é bastante grave.
Na atualidade muitas são as empresas que consideram esse problema para pensar os processos de investimentos para o futuro.

Neste sentido quero chamar a atenção das pessoas para que possamos ir além da busca de culpados. É essencial que mais uma vez o planejamento seja considerado elemento básico da gestão pública.
Do contrário corremos o risco, mais uma vez, de acompanharmos a implementação de medidas paliativas, cujo interesse é apenas colocar um remendo em uma estrutura que precisa ser amplamente modificada.

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Mônica Veloso é diretora do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região e secretária de Desenvolvimento, Trabalho e Inclusão de Osasco

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