Dengue não é epidêmica em Osasco, diz secretário de Saúde

Dengue não é epidêmica em Osasco, diz secretário de Saúde

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José Amando Mota apresenta dados do primeiro quadrimestre do ano na Câmara / Foto: Ismael Francisco

José Amando Mota apresenta dados do primeiro quadrimestre do ano na Câmara / Foto: Ismael Francisco
José Amando Mota apresenta dados do primeiro quadrimestre do ano na Câmara / Foto: Ismael Francisco

Fernando Augusto

Em audiência pública nesta semana, o secretário de Saúde de Osasco, José Amando Mota, disse que os casos de dengue estão em declínio e negou que a cidade tenha enfrentado uma epidemia da doença. De acordo com os dados apresentados na Câmara Municipal foram 1.135 casos registrados de janeiro a maio, com uma morte.

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Foram 1.135 casos de janeiro a maio

O secretário admitiu que possa ter havido subnotificação, mas lembrou que a incidência da dengue foi maior em anos anteriores, como em 2003, quando foram 1.704 casos. Neste ano, além do forte calor, Amando Mota atribui a alta também à resistência da população em permitir a entrada dos agentes da Secretaria nas casas. “Em Presidente Altino houve resistência em 60% [dos imóveis] ano passado”, disse o secretário.
Tecnicamente não houve epidemia, que é caracterizada quando são registrados 300 casos para um grupo de 100 mil habitantes. Houve epidemia no bairro do Jaguaré, na capital, onde também aconteceu a morte de uma criança.

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A preocupação da população com a dengue sobrecarregou as unidades de saúde de Osasco no primeiro quadrimestre do ano. Foram feitos cerca de 800 hemogramas por dia na rede, segundo os dados apresentados na audiência pública, número que chega a ser o quádruplo do normal. O exame é um dos que devem ser feitos quando há suspeita de que o paciente tenha contraído a dengue.

Censo

José Amando Mota demonstrou preocupação com a quantidade de pacientes cadastrados na rede municipal de saúde. “Barueri criou um cartão [para atender somente moradores do município]. Nós estamos atendendo todo mundo. Temos mais de 1 milhão de pacientes cadastrados. Precisamos fazer um censo para saber se o que está cadastrado é o real, para saber o quanto gastar em cada região e planejar”, disse.
O secretário reconheceu que faltaram médicos na rede ano passado. Segundo ele, o programa Mais Médicos, do governo federal, já melhorou a situação, com a vinda de 74 profissionais. Além disso, nova política salarial já anunciada pela Prefeitura pode tornar o município mais atrativo para os médicos. Mota, no entando, defende a formação de médicos em Osasco. “Nós vamos trazer faculdade de medicina. Precisamos formar gente da cidade, para ter o médico que conhece a região”, afirmou.

A construção de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) na região central também é uma meta do secretário. O objetivo é retirar o pronto-socorro do Hospital Central Antônio Giglio, que seria somente para exames e internações.

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