Dennis Ramos: Visibilidade trans

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É com satisfação que abro este espaço no propósito de trazer informações a respeito da diversidade humana, contribuir com o empoderamento e inclusão social visando à superação das diferenças colocadas pela sociedade no enfrentamento à discriminação e violência contra a população LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, mulheres transexuais e homens trans).

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Falar sobre empoderamento e inclusão social requer mais do que boas ideias, é necessário mudar a forma como educamos a nós mesmos sobre o assunto. Neste sentido, em 29 de janeiro é celebrado o Dia Nacional da Visibilidade Trans, data criada em 2004 pelo Ministério da Saúde em reconhecimento à dignidade desta população, ainda tão marginalizada e discriminada em nosso país e no mundo.

No ranking mundial de assassinatos (em geral marcados pela violência extrema) contra a população LGBT, em especial travestis e transexuais, o Brasil ocupa uma posição de destaque: a primeira! “Ah, mas as pessoas morrem mesmo o tempo inteiro!” Os crimes de homofobia, lesbofobia e transfobia são muito diferentes das outras mortes, são vítimas de ódio, envolvem tortura e uma alta dose de crueldade.

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Vale lembrar também que 7% das pessoas que morreram por causa da LGBTfobia no Brasil eram heterossexuais confundidos com o pessoal LGBT, e foram mortos. Isso quer dizer que todos nós somos afetados por isso. Sejam heteros, gays, cis ou trans, de todas as classes sociais são vítimas do preconceito, da desinformação e da intolerância com quem é diferente.

Muitas vezes a falta de compreensão sobre o que é ser LGBT acaba por rotular uma imagem de que são pessoas exóticas, promíscuas, e que possuem algum tipo de doença ou transtorno mental. Mas você deve saber que nada disso é verdade. Estamos em todos os lugares, em todas as profissões, somos comuns iguais a você.

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Dennis Ramos – Ativista e morador de Osasco

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