Deputado de Osasco votará contra Eduardo Cunha

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“Não há motivos para a abertura de processo de impeachment contra a presidente Dilma”, diz Prascidelli / Foto:  Antonio Augusto/Câmara dos Deputados
“Não há motivos para a abertura de processo de impeachment contra a presidente Dilma”, diz Prascidelli / Foto: Antonio Augusto/Câmara dos Deputados

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O deputado federal osasquense Valmir Prascidelli (PT-SP), vice-prefeito licenciado de Osasco, é um dos três petistas membros do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados que anunciou que irá votar pelo prosseguimento do processo contra o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Como retaliação, Cunha acolheu pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.
De acordo com Prascidelli, com a decisão de Cunha “a disputa fica mais clara e evidencia que o interesse da oposição é só derrubar a Dilma”. “Os partidos de oposição se alinham novamente com Eduardo Cunha, o que mostra que se distanciaram somente porque ele segurava o impeachment, e não pelas acusações de corrupção contra ele”, disse o deputado osasquense ao Visão Oeste.
“Em função do que consta nos autos, avaliamos que seria muito ruim para o parlamento se não houvesse a sequência desse processo [contra Cunha]”, disse Prascidelli. O deputado disse ainda que acha “pouco provável” que o Conselho de Ética arquive o pedido de investigação contra o presidente da Câmara, acusado de ter contas na Suíça com dinheiro de propina oriunda de contratos da Petrobrás. Mais recentemente, Cunha foi acusado também de receber R$ 45 milhões do banco BTG Pactual, cujo presidente, André Esteves, está preso, para alterar uma medida provisória.
Na quarta-feira, logo após o PT decidir, em reunião de bancada, que não o protegeria no Conselho de Ética, Eduardo Cunha anunciou que aceitaria o pedido de impeachment protocolado pelos advogados Miguel Reale e Hélio Bicudo. O argumento utilizado é o das chamadas “pedaladas fiscais”, que levaram à rejeição das contas de 2014 do governo pelo Tribunal de Contas da União (TCU).
“Se ele (Cunha) agiu dessa forma por retaliação, que é o que nos parece, mostra ainda mais o que temos dito, de que não há motivos jurídicos e nem políticos para a abertura de um processo de impeachment contra a presidente Dilma”, disse Valmir Prascidelli, um dos 21 deputados membros do Conselho de Ética. O petista também se disse confiante no insucesso do impeachment na Câmara. “O governo está recompondo já há algum tempo a sua base. Estamos conseguindo vitórias importantes na Câmara e no Senado”, afirmou.

Base tenta barrar processo no STF

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Após o anúncio de Eduardo Cunha, a presidente Dilma Rousseff fez pronunciamento em que disse ter recebido com indignação o aceite do processo de impeachment. “Não existe ato ilícito. Não possuo conta no exterior, não tentei coagir instituições ou pessoas para safisfazer interesses pessoais”, disse, em clara referência às acusações que pairam sobre o presidente da Câmara.
Algumas lideranças políticas e jurídicas já se posicionaram contra o impeachment. Só nesta quinta dois mandados de segurança foram protocolados no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a interrupção do processo. Um por deputados petistas e outro por parlamentar do PCdoB.

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