Dia da Consciência Negra: Uma data muito especial

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A maneira de alguém solucionar um problema pessoal quando possui uma doença determinada, apenas acontece quando o indivíduo toma para si a vontade de melhorar e mudar. Isso torna-se realidade quando se toma consciência real e concreta dos fatos.

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Desta vez a coluna que escrevo neste jornal não tratará do desenvolvimento, tema que tenho buscado aprofundar em minhas reflexões.
Faço desta uma oportunidade para homenagear o dia da Consciência Negra.
Partindo da ideia originária do Latin, conscient a sugere “com conhecimento”, ou seja, a consciência é o aspecto psíquico mediante o qual uma pessoa enxerga a sua presença no mundo. E também, a consciência é uma propriedade do espírito humano que permite reconhecer-se nos atributos essenciais.
Esta definição contribui para mais uma reflexão, já que há alguns que não consideram esta data importante para se render homenagens. Mesmo que existam pessoas que se consideram mais importantes e com maiores responsabilidades em função da cor da sua pele.

Ainda há quem negue a existência do racismo, mesmo quando sejam tão evidentes tantas diferenças entre negros e brancos em nosso país. A discrepância passa por aspectos econômicos e sociais e também pela distância em relação às oportunidades no trabalho, na educação, entre outras.
No dia 20 de novembro comemora-se o Dia da Consciência Negra. O feriado ainda não é unanimidade. Esta data foi escolhida para marcar a morte de Zumbi, último líder do maior dos quilombos do período colonial, o Quilombo dos Palmares. Comemorada por ativistas do movimento negro há anos, a data foi incluída em 2003 no calendário escolar nacional, e em 2011 foi instituída uma lei que transforma oficialmente este em dia de Zumbi dos Palmares e da Consciência Negra.
Sempre que volto a este tema relembro o quanto o racismo ainda é negado ou simplesmente desconsiderado na cena nacional e local.

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Em um calendário repleto de datas comemorativas, o dia 20 de novembro para nós é a oportunidade para celebrar o orgulho negro e combater o racismo.
É o momento de lembrar a inspiração que sugere o olhar de Boaventura de Souza Santos: é preciso “lutar pela igualdade sempre que as diferenças nos discriminem, lutar pelas diferenças sempre que a igualdade nos descaracterize”.

Mônica Veloso é diretora do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região e secretária de Desenvolvimento, Trabalho e Inclusão de Osasco

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