Dia da Mulher: luta não se restringe ao 8 de março

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Magrão*Claudio Magrão

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Dia 8 de março é comemorado o Dia Internacional da Mulher. Uma data histórica, que muitas jovens trabalhadoras podem não conhecer sua origem, mas que foi instituída depois que 130 mulheres, que lutavam por melhores condições de trabalho foram trancadas e queimadas numa fábrica nos Estados Unidos.
A tragédia aconteceu no dia 8 de março de 1857, em Nova Iorque. De lá para cá transcorreram-se 156 anos, no entanto, em muitos pontos as reivindicações se equiparam.
Toda luta é decorrente de um processo histórico, lento, moroso, mas que depende de ações permanentes para que se avancem quanto às questões políticas, sociais e econômicas das mulheres.
Como paralelo entre as mulheres de Nova Iorque e as mulheres do nosso tempo, elas foram mortas, de forma brutal, porque lutavam por melhores condições de trabalho como redução da jornada de 16 para 10 horas diárias; equiparação salarial com os homens, considerando que executavam a mesma função; e tratamento digno no ambiente de trabalho.

É preciso compreender a situação da Mulher Trabalhadora de forma ampla. Toda mulher precisa ter consciência de que o Dia Internacional da Mulher não é apenas uma data festiva. É também momento de reflexão sobre as condições de trabalho e de vida, considerando a situação inserida na sociedade.
Como se vê, a luta das mulheres ao longo dos séculos tem muita relação com as lutas de hoje. Por isso continuam as ações do movimento sindical para que as mulheres conquistem ainda mais espaço no mercado de trabalho, o que vem acontecendo gradativamente, mas que garantam que os benefícios sejam equiparados com os dos homens ao executarem uma mesma função.

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* Claudio Magrão é presidente da Federação dos Metalúrgicos do Estado de São Paulo

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