Dia de Lutas reúne cerca de 2 mil pessoas em Osasco

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Trabalhadores percorreram ruas da região central / Foto: Eduardo Metroviche

Trabalhadores percorreram ruas da região central / Foto: Eduardo Metroviche
Trabalhadores percorreram ruas da região central / Foto: Eduardo Metroviche

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Auris Sousa

Uma passeata pelas ruas de Osasco com cerca de 2 mil pessoas marcou o Dia Nacional de Lutas na cidade. Organizado na sexta-feira, 30, pelas centrais sindicais, o ato reivindicou a aprovação da pauta trabalhista.
Trabalhadores de diversas categorias participaram do ato, reivindicando principalmente o fim do fator previdenciário; extinção do Projeto de Lei 4330, mais conhecido como PL das Terceirizações; e redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução de salário.

Mobilização reuniu várias categorias

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Durante a passeata, os trabalhadores convenceram os comerciantes a fecharem as portas das lojas em solidariedade ao ato. “Esse é o momento de defender a pauta nacional e dar visibilidade às demandas de cada categoria. É momento de mudança e união e lutaremos por melhorias para toda a classe trabalhadora”, disse o vice-presidente do Sindicato dos Funcionários Públicos de Osasco e Região (Sintrasp), Antonio Rodrigues.

Avaliação compartilhada com o diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região, Gilberto Almazan. “Todos unidos por reivindicações que não são só da classe trabalhadora, mas de toda a sociedade, e não só contra o governo Dilma, mas em relação a governos municipais, estaduais e ao Congresso”.
Para o presidente do Secor, José Pereira da Silva Neto, “a população sabe que unida pode conquistar muito mais e foi isso que vimos nas ruas de Osasco”.

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Votação da PL das terceirizações é cancelada

A manifestação dos trabalhadores, somada com a pressão dos representantes das centrais sindicais, em Brasília, resultaram no cancelamento da votação do Projeto de Lei 4330. Ela estava prevista para acontecer na quarta-feira, 4, na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara (CCJ).
Diante disso, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) informou que a comissão geral vai discutir no dia 18 de setembro a melhor saída para a votação do projeto que regulamenta o trabalho terceirizado no Brasil.
Segundo a Agência Câmara, o presidente da CCJ, deputado Décio Lima (PT-SC), e o relator da matéria na CCJ, deputado Arthur Oliveira Maia (PMDB-BA), serão os responsáveis pela organização da sessão.

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