DIRETAS JÁ! Que os capitalistas paguem pela crise!

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Maximiliano Nagl Garcez, advogado e consultor de entidades sindicais. Diretor para Assuntos Legislativos da Associação Latino-Americana de Advogados Laboralistas – ALAL. max@advocaciagarcez.adv.br
Maximiliano Nagl Garcez, advogado e consultor de entidades sindicais. Diretor para Assuntos Legislativos da Associação Latino-Americana de Advogados Laboralistas – ALAL. max@advocaciagarcez.adv.br

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Não há mais democracia no Brasil. Vivemos hoje sob o mando autoritário de um governo de coalizão golpista a implementar os interesses das elites políticas e econômicas mais conservadoras do país. E elas cobram seu preço: querem a reforma trabalhista e previdenciária o mais rápido possível.

Trata-se de um retrocesso de séculos: terceirização irrestrita, jornada de 12 horas diárias e contrato intermitente, eis algumas das medidas que podem destruir o que os trabalhadores conquistaram com anos de lutas e greves.

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De forma sintética, esclareça-se: a terceirização irrestrita vem precarizar ainda mais o trabalho, pois diminui os salários e desorganiza a ação coletiva dos trabalhadores; a jornada de 12 horas vai intensificar a exploração da força de trabalho a padrões da revolução industrial, aumentando o número de doenças e acidentes de trabalho; e o contrato intermitente vem destruir o conceito de tempo à disposição contido na CLT, que estabelece que o tempo em que o empregado permanece à disposição do empregador deve ser remunerado.

Ou seja, o contrato de trabalho não vai ser garantia mais de nada, nem de salário, pois, se o trabalhador não for chamado no período do contrato, nada lhe será devido.

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É preciso esclarecer: essas medidas não são necessárias por conta da crise atual, como nos quer vender a grande mídia. Para sair da crise outras medidas podem ser tomadas, como a taxação das grandes fortunas, imposto de renda progressivo, reforma agrária e urbana, plano de obras públicas para acabar com o desemprego.

Portanto, a reforma trabalhista não é nada além de uma escolha política de uma elite que quer descarregar os efeitos da crise econômica nas costas dos trabalhadores e que foi a que mais lucrou nos últimos anos com desonerações fiscais e juros altos.

E se é uma escolha, que sejam os trabalhadores e trabalhadoras que a façam. E não senhores de escravos no Senado e banqueiros que sequer vivem no Brasil.

Está na hora de lutar por democracia mais uma vez. Está na hora do povo decidir qual a saída queremos para a crise. É preciso lutar por DIRETAS JÁ, para que os capitalistas paguem pela crise.

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