Diretor da OIT defende espaço para amamentação em locais de trabalho

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amamentação concurso público
Foto: divulgação

O diretor-geral da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Guy Ryder, disse que “faz sentido econômico” garantir que as mães disponham de tempo e espaço para amamentação dos filhos no emprego.

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Para Guy Ryder, é "hora de mobilizar governos, empregadores e associações de trabalhadores para que eles atuem de forma organizada nas áreas de saúde, nutrição e igualdade de gênero" / Foto: divulgação
Para Guy Ryder, é “hora de mobilizar governos, empregadores e associações de trabalhadores para que eles atuem de forma organizada nas áreas de saúde, nutrição e igualdade de gênero” / Foto: divulgação

Em declarações à Rádio ONU dia 1º, Guy Ryder afirmou que assegurar a proteção adequada, tempo e espaço para a amamentação no trabalho “não só é a coisa certa a ser feita”, mas também “faz sentido econômico”.

Para Guy Ryder, as mulheres que têm benefícios no local de trabalho valorizam seus empregadores, “o que conduz à satisfação no emprego e lealdade”.

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A mensagem do diretor da OIT foi feita no momento em que se inicia a Semana Mundial da Amamentação, que começou hoje, sob o tema “Amamentação e Trabalho”. Segundo Ryder, a amamentação no emprego é fundamental para o aumento das taxas de aleitamento materno.

Ele lembrou que muitos países têm “relevantes legislações nacionais” sobre a criação de espaços para amamentação no local de trabalho ou próximo dele. Ryder ressaltou que a maioria dos cerca de 830 milhões de mulheres que trabalham no mundo não tem proteção adequada na maternidade. Dessas, quase 80% estão na África e na Ásia.

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Na mensagem, reproduzida no site da Rádio ONU, o diretor da OIT explicou que as mulheres com trabalho precário enfrentam mais obstáculos para continuar amamentando seus filhos. Ele afirmou que as mães de países mais pobres “recebem menos proteção e precisam de apoio e serviços em casa, no local de trabalho e na comunidade”.

Para Guy Ryder, é “hora de mobilizar governos, empregadores e associações de trabalhadores para que eles atuem de forma organizada nas áreas de saúde, nutrição e igualdade de gênero”, de modo a “garantir que as mulheres amamentem durante o trabalho”.

Agência Brasil

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