Diretor da PUC rebate críticas de vereador

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Parlamentar reclama de falta de vagas em cursos; entidade diz que não há demanda  / Foto: Reprodução
Parlamentar reclama de falta de vagas em cursos; entidade diz que não há demanda / Foto: Reprodução

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William Galvão

Após a apresentação de um requerimento na Câmara Municipal de Barueri pelo vereador Junior Munhoz (PRP) pedindo a rescisão do contrato entre a Prefeitura e a PUC, formalizado em 2006 pelo prazo de 20 anos, a instituição rebateu as críticas do parlamentar.

“Falta esclarecimento por parte do vereador”

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No contrato, a Prefeitura cedeu o terreno para a instalação do campus Barueri da PUC, e, em contrapartida, a instituição instalaria cursos de extensão, especialização e graduação em algumas áreas, de acordo com as necessidades do município, além dos cursos de aperfeiçoamento para professores da rede municipal.
Segundo Munhoz Junior, “a PUC não tem aberto todos os cursos acordados nem tem dado o curso de aperfeiçoamento de professores”. Segundo ele, “a maior parte dos alunos não é de Barueri e as bolsas oferecidas não são satisfatórias”.

O diretor da PUC Barueri, Paulo Romaro, afirmou que muitos cursos não são abertos por que não formam turma, não porque a universidade não os oferece.
“Falta um pouco de esclarecimento por parte do vereador, não temos como dar um curso se não tem demanda, se não tem aluno”. Sobre as bolsas de estudos, ele diz que 28% dos alunos são bolsistas, sendo 10% moradores de Barueri de baixa renda. O acordo com a Prefeitura previa apenas 20% de bolsas.
Esse ano, a universidade só conseguiu formar turmas em três cursos de extensão por conta da baixa procura. “A nossa filosofia não visa lucros, visa qualidade de ensino, tanto que somos uma das melhores instituições de educação do país. Se quiséssemos lucrar não teríamos esse campus, que não dá retorno algum, só prejuízo”, disse Romaro.

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Formação de Professores
Romaro explicou que os cursos de formação de professores só não estavam em andamento no primeiro semestre de 2013.
“Nós abrimos os cursos de geografia, matemática e português, sim. Eles não foram executados porque a Secretaria de Educação não mandou os professores. São eles que indicam os professores para os cursos, e não houve indicação”. Atualmente, os cursos estão normalizados, segundo o diretor da PUC.

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