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Dois corpos encontrados dentro de carro em Carapicuíba podem ser de vítimas do “tribunal do crime”

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Corpos foram encontrados no sábado (23) / Fotos: Reprodução/Record TV

A polícia encontrou dois corpos amarrados e com sinais de tortura dentro de um carro que foi abandonado no bairro Alto de Santa Lúcia, em Carapicuíba, na noite do último sábado (23). Segundo as investigações, vítimas teriam sido julgadas pelo “tribunal do crime” articulado por uma facção criminosa.

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Uma reportagem exibida no “Balanço Geral”, da Record TV, mostrou o caso. Os corpos foram encontrados por um motoboy que trabalha monitorando as ruas do bairro. Ele se deparou com o carro, modelo Fiat Punto, abandonado na rua Cupuaçu, percebeu que havia algo semelhante a uma pessoa dentro do veículo, que estava trancado, e acionou a polícia.

No endereço, os policiais chamaram também peritos, que abriram o veículo e encontraram dois corpos amarrados um contra o outro, com sinais de tortura e enrolados em cobertores. “Tudo leva a crer que, infelizmente, seja mais um caso de execução ligada ao ‘tribunal do crime’”, disse o delegado Marcelo do Prado, responsável pelo caso, à reportagem.

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As vítimas foram identificadas como Igor Tavares, de 24 anos, e Alessandro Pereira, de 23. A família de ambos contou que eles saíram de casa afirmando que voltariam logo, mas depois disso, desapareceram, de acordo com a reportagem.

As investigações indicam que os jovens teriam sido pegos por integrantes da facção, levados para um local onde foram torturados e executados, para depois serem deixados dentro do veículo. Ambos tinham passagens pela polícia por receptação e desacato. A polícia acredita ainda que ao menos um deles tinha envolvimento com o tráfico de drogas.

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O delegado Marcelo Prado disse que a maneira a qual os corpos foram encontrados pode revelar uma “nova forma” de atuação do “tribunal do crime”, visto que a facção criminosa teria determinado que não enterraria mais as pessoas “julgadas” em Carapicuíba.

“As informações que nós temos é de que eles deixaram de enterrar pessoas na área e que não é para enterrar mais ninguém devido ao desdobramento que isso tem”, disse Prado ao mencionar as investigações que levaram à descoberta de cemitério clandestino na cidade, onde teriam sido enterrados ao menos 30 corpos.

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