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Dupla de vídeo obsceno se defende e ataca Bolsonaro: “mais importante fiscalizar o c* alheio do que administrar o país”

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Vídeo de ato sexual postado durante o Carnaval foi uma das polêmicas do presidente no primeiro trimestre do governo

A dupla que protagonizou o vídeo obsceno compartilhado por Jair Bolsonaro em sua conta no Twitter divulgou um manifesto à Folha de S. Paulo sobre o ato e criticou a postura do presidente.

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“É mais importante fiscalizar o c* alheio do que tratar de administrar o país e dar melhores condições de vida para quem precisa”, afirmam eles, que preferiram não se identificar por medo de represálias de apoiadores de Bolsonaro. “Nós, a população brasileira, merecemos respeito independente das práticas sexuais, das identidades de gênero, de raça e classe”.

“O presidente, frente a enxurrada de críticas nos carnavais de todo o país, preferiu produzir outra cortina de fumaça nas redes”.

Os homens faziam parte do Blocu, que passou pelo Centro de São Paulo na segunda-feira (4) com o objetivo de promover um ato político-artístico “contra o conservadorismo e contra a colonização de nossos corpos”.

Sobre o conteúdo sexual no ato, eles afirmam defender “uma discussão sobre práticas sexuais não hegemônicas e hegemônicas”.

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Eles dizem fazer parte da Edyi, “uma produtora pornográfica que trabalha a partir de corpos e desejos desviantes. O pornoshow é uma prática de performance, dança e pornô contra a pornografia tradicional, que coloniza e encolhe nossa sexualidade”.

“Não esperem que transemos para reprodução, muito menos nos digam como devemos transar. Não estamos aqui para falar o que é certo, errado, ou impor qualquer coisa. Queremos respeito e direitos iguais”.

Os homens do vídeo também agradecem a Bolsonaro pela divulgação e defendem o impeachment do presidente.

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