“É hora de ver o sonho se realizar”

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Mulheres da comunidade foram à luta e lideraram protestos para projeto sair do papel / Foto: Leandro Conceição
Mulheres da comunidade foram à luta e lideraram protestos para projeto sair do papel / Foto: Leandro Conceição

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Leandro Conceição

Neste sábado, 7, a Prefeitura de Osasco lança a pedra fundamental para o início das obras de urbanização do Jardim Santa Rita, na zona Norte da cidade. As obras envolvem construção de 825 moradias e regularização de 198 imóveis, canalização de parte do córrego Baronesa, implantação de um piscinão, contenção de encostas, novos acessos viários e implantação de um CEU das Artes, que reúne itens de lazer, esportes e cultura.

Urbanização vai pôr fim à precariedade no Santa Rita

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“Esse é o maior projeto já realizado pela administração municipal visando o desenvolvimento da zona Norte”, afirma o prefeito Jorge Lapas (PT). O projeto, que deve custar mais de R$ 90 milhões, será realizado com recursos do governo federal, por meio da segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC2). A previsão é de que as obras durem cerca de três anos.

A urbanização vai pôr fim à situação precária da comunidade do Santa Rita, tema de reportagem do Visão Oeste em março deste ano. No local, diversas casas ameaçam desabar e estão interditadas pela Defesa Civil. O medo era de que as casas desabassem sobre a residência de quem continua ali.
Agora, com a construção de unidades habitacionais em um terreno vizinho à comunidade, as moradias serão novamente avaliadas e, onde houver risco, as famílias serão encaminhadas ao Bolsa Aluguel. O programa concede R$ 300 de auxílio por mês até a entrega dos apartamentos.

A comunidade do Santa Rita / Foto: Eduardo Metroviche
A comunidade do Santa Rita / Foto: Eduardo Metroviche

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Comunidade pressionou para projeto sair do papel

Desde o início do ano, um grupo de moradores passou a se mobilizar em protestos para pressionar a Prefeitura pela urbanização. O projeto foi anunciado em 2010 e a demora foi causada por problema no processo licitatório, alega a administração municipal.
“Às vezes a gente chegava a desacreditar, pensar em desistir. Mas a comunidade se manteve unidade e agora as coisas estão acontecendo”, comemora a líder comunitária Ana Maria dos Santos.
Em mais de duas décadas morando na comunidade, a cabeleireira Maria Rosa Lopes da Silva diz que não tinha mais muita esperança de viver num local urbanizado, onde os Correios, ambulâncias, caminhões de entrega chegassem com facilidade. “Nunca imaginei que fosse acontecer, estamos muito felizes. É hora de ver o sonho começar a se realizar”.

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