É oficial: Facebook lança sua criptomoeda e golpistas já se aproveitam disso

É oficial: Facebook lança sua criptomoeda e golpistas já se aproveitam disso

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Desde julho deste ano, quando o Facebook anunciou o lançamento da Libra, sua nova criptomoeda, a notícia tem sido vista com desconfiança

O Facebook anunciou em julho deste ano o lançamento da Libra, uma nova moeda digital que promete facilitar a vida dos seus usuários. Desde o seu anúncio, a criptomoeda tem sido vista com desconfiança, gerando debates acalorados acerca de sua regulamentação e do impacto que pode causar no mercado financeiro. Agora, uma nova polêmica é inserida na equação: usuários mal-intencionados têm se utilizado das redes sociais comandadas por Mark Zuckerberg para atrair pessoas, com ofertas de vendas antecipadas e tokens do dinheiro virtual. O golpe tem como objetivo roubar os dados bancários e dinheiro das vítimas.

O caso foi investigado pelo jornal estadunidense The Washington Post, que descobriu ao menos uma dúzia de ocorrências do tipo. O método é sempre o mesmo: a entrada antecipada na Libra é prometida por meio de perfis de usuários, páginas e grupos do Facebook. Todas as páginas contêm links que direcionam os usuários mais desavisados para sites de terceiros, que divulgam a possibilidade – falsa – de se obter descontos e vantagens na aquisição da criptomoeda.

Essa portanto, é mais uma questão que o Facebook precisará resolver até o lançamento de sua moeda digital. Ainda que a Libra traga consigo inúmeras incertezas, é importante ressaltar que as criptomoedas já estabelecidas no mercado continua a se expandir. A Bitcoin, por exemplo, principal moeda virtual do mundo atualmente, segue como um investimento seguro e uma opção viável para a realização de transações diversas. É possível, por exemplo, usar Bitcoin em cassinos online ou para realizar compras em empresas cadastradas – que devem se tornar cada vez mais comuns.

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Em nota oficial, o Facebook declarou estar trabalhando em seus sistemas de detecção de fraudes e spam. Além disso, a empresa também afirmou que as páginas que violam as políticas da rede social são retiradas do ar, o que ocorre por meio das denúncias de usuários ou de algoritmos automatizados. A certeza, no entanto, é que esses algoritmos não parecem ser tão confiáveis quanto a rede social comandada por Mark Zuckerberg – a pessoa mais perigosa do mundo – tenta demonstrar. Não se sabe ao certo quantas pessoas foram vítimas da fraude.

A Libra, criptomoeda do Facebook, é representada por um caractere formado por três ondas paralelas
A Libra, criptomoeda do Facebook, é representada por um caractere formado por três ondas paralelas

A Libra

A Libra foi anunciada como uma moeda digital global e espera-se que ela possa ser utilizada para suprir as necessidades diárias dos usuários, que poderão realizar transferências por meios dos seus celulares e, em um segundo momento, fazer o pagamento de contas. A criptomoeda será gerenciada pela Rede Libra, um ecossistema financeiro com tecnologia blockchain.

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O nome da nova criptomoeda remete à unidade romana de medidas de peso, funcionando ainda como uma referência à palavra francesa “libre”, que significa “livre”. Sua unidade será representada por um caractere formado por três ondas paralelas: ≋.

O lado obscuro do Facebook

Ao entrar no mercado de moedas digitais, Mark Zuckerberg adicionará mais um elemento ao seu império digital, que já conta com três das maiores redes sociais do mundo, o Facebook, WhatsApp e Instagram. Ainda que exista a promessa de que todos os dados dos usuários serão protegidos, é extremamente difícil confiar em algo que parta da empresa que já permitiu que os dados dos seus usuários fossem expostos na internet, coletou informações de seus usuários sem notificá-los, utilizou-os como cobaias e também está no centro de polêmicas em relação à possíveis casos de manipulação de eleições em diversos países.

O resultado disso é a extrema desconfiança em torno da Libra, o que gerou debates acalorados nos Congresso dos Estados Unidos e entre reguladores e políticos europeus, que se questionam sobre como a nova moeda será regulada, temendo as consequências da Libra dentro do mercado financeiro.

“Se produtos e serviços como estes forem indevidamente regulamentados e não tiverem supervisão suficiente, podem representar riscos sistêmicos à estabilidade financeira dos EUA e do mundo”, esclareceu Maxine Water, deputada responsável pelo Comitê de Serviços Financeiros nos Estados Unidos.

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