Editorial: Aprendizado e expectativa

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Editorial: Governo precisa ouvir os trabalhadores

Ainda se recuperando da maior crise de sua história, com prisões decretadas a 14 dos 21 vereadores, em dezembro do ano passado, a Câmara de Osasco iniciou os trabalhos da nova legislatura em sessão nesta quinta-feira, 2. Esperamos que os novos parlamentares e os remanescentes tenham tirado grandes lições do escândalo.

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A primeira delas, óbvio, é que não serão tolerados possíveis deslizes ou jeitinhos relacionados ao exercício do cargo público.
É importante ressaltar que os vereadores acusados na Operação Caça Fantasmas não têm condenação e devem ter todo o direito de se defender na Justiça.

No entanto, para além de possíveis exageros e equívocos do Ministério Público e da polícia, medidas visando um controle mais efetivo sobre o trabalho dos assessores evitariam, no mínimo, tantos problemas e danos à imagem dos vereadores e ex-vereadores acusados pelo MP.

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Evidente que há irregularidades comprovadas nas denúncias do MP, mas é sabido que, entre suspeitos de serem fantasmas dos vereadores acusados, há funcionários que trabalham inclusive aos finais de semana assessorando os parlamentares no contato com a população. No entanto, foram incluídos na denúncia do MP por não estarem no gabinete (onde, aliás, não cabem os 16 assessores que cada parlamentar pode contratar) no momento em que foi feita vistoria.

Com mais ferramentas de controle, formalização dos processos da rotina dos assessores e atribuições bem definidas, evitam-se possíveis deslizes e há mais organização e transparência.

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Esperamos que os parlamentes, não só de Osasco, tenham aprendido com a grave crise e que honrem os votos de seus eleitores, atuando com rigor na fiscalização dos atos do Executivo e com projetos relevantes para o desenvolvimento da cidade.

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