Editorial: As peças no tabuleiro

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Editorial: Governo precisa ouvir os trabalhadores

Neste final semana, em todas as cidades da região, acontece a maior parte das convenções municipais dos principais partidos que pretendem apresentar candidatos a prefeitos e vereadores nas eleições deste ano. O fechamento aos 45 minutos do segundo tempo não é por acaso. Candidatos com problemas na Justiça, alianças em aberto, negociações para o preenchimento de chapas de vereadores e, na maioria dos casos, a definição de uma peça chave na composição das chapas majoritárias: o vice. Tudo isso faz com que as legendas adiem até o último prazo a realização deste que é o primeiro ato importante em qualquer eleição.

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A festa da democracia de fato começa no fechamento das chapas de vereadores. Com mais candidatos do que vagas para os postulantes ao pleito, este é o momento de cada um reunir seu grupo de simpatizantes e mostrar sua força nas urnas, numa espécie de ensaio do que está por vir, para comprovar maior potencial de mobilização – teoricamente traduzida em mais votos na eleição em si.

Ao mesmo tempo, é o ato que dá a largada para uma corrida frenética em busca da simpatia do eleitor. Embora a propaganda eleitoral só seja permitida a partir do dia 16 de agosto, as convenções apresentam à sociedade quem serão os pleiteantes aos cargos de prefeito e vice, para cada leque de alianças, encerrando uma longa jornada de discussões.

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Na segunda, o day-after, encerra-se a temporada de especulações para ter início a caminhada para o segundo grande ato de toda eleição. As peças do tabuleiro estarão finalmente dispostas para do jogo de convencimento do eleitor: quem está mais preparado, tem mais experiência e capacidade para conduzir o futuro das cidades.

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