Editorial – Conhecer o passado para não repetir o erro

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A edição desta semana do Visão Oeste dedica suas páginas centrais a um especial que resgata a dolorida memória de 50 anos do golpe militar no Brasil. Uma lembrança que, para muitas vítimas da ditadura militar, ou seus familiares, seria menos traumático esquecer.

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Um tempo de horrores e violência que deixou marcas profundas na sociedade, sobretudo entre aqueles que de alguma forma trabalhavam e lutavam por justiça social, liberdade de pensamento e expressão.

Tempo de horrores e violência que deixou marcas profundas

Apesar de reviver a dor e o sofrimento, essa memória não pode nem deve ser apagada. É preciso mantê-la viva como um aviso às novas gerações. Essa imensa população, nascida já sob o “signo de aquário”, que só conhece um tempo em que já não é preciso morrer para calçar o caminho da democracia.

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Uma galera para quem expressões como “liberdade de pensamento”, “igualdade”, “greve”, “luta por direitos”, embora algumas vezes ainda sejam conceitos quase abstratos, não soam como uma heresia ou um palavrão cabeludo, capaz de invocar um demônio cruel ou má sorte por décadas.

Quem tem coragem de se manifestar em defesa o golpe e da volta de um regime violento e totalitário sequer faz ideia de que até mesmo essa liberdade, de reivindicar tal absurdo, foi uma conquista alcançada com muito suor e sangue.

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É parte leviandade, parte ingenuidade, pregar que naquele tempo não havia corrupção e mau uso do dinheiro público. O legado de uma gigantesca dívida externa persistiu por anos como prova.

E, fundamentalmente, se hoje um editorial, um blog ou um vídeo na Internet podem alcançar a massa e semear a reflexão em busca de um mundo melhor, fiscalizar governantes e exigir serviços públicos eficientes, é porque a ditadura virou apenas memória.

Daí a importância de resgatar esse passado e usar o conhecimento como ferramenta para não permitir ao país a repetição desse erro em qualquer época futura.

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