Editorial: Governo precisa ouvir os trabalhadores

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“Não posso acreditar que os parlamentares queiram, em duas semanas, discutir um tema que nós levamos anos e anos para construir. Nós entendemos que deve haver um debate com a sociedade, para que ela saiba quais os direitos serão alterados, quais os pontos da CLT possuem proposta de alteração, e assim podermos, de forma absolutamente técnica, dar um parecer sobre tudo”. Esta frase não é de nenhum sindicalista ou representante de partidos de esquerda, mas do presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Claudio Lamachia, sobre a reforma trabalhista.

Até mesmo os que concordam com a reforma trabalhista devem admitir, pelo menos, que faltou (e muito) diálogo em torno de tema tão importante na vida de todos os brasileiros: seus direitos trabalhistas. A falta de diálogo, a pressa, é praxe no governo Temer ao colocar em pauta questões cruciais para o futuro do país, como, além das reforma trabalhista e da Previdência, a PEC do Teto de Gastos e as terceirizações irrestritas. Por que o governo Temer tem tanta pressa? Por que um governo tampão quer nos empurrar goela abaixo, quase que simultaneamente, todas essas propostas com tanta rejeição da sociedade?

Fato é que Temer não tem compromisso com o voto, afinal, não foi eleito. E quer aproveitar o curto período de seu mandato tampão para impor à sociedade brasileira os desejos dos que financiaram sua chegada ao poder e agora querem nos fazer pagar o pato. O trabalhador brasileiro, a sociedade, precisam ser ouvidos; apresentarem, também, assim como têm feito os grandes empresários (com todo o apoio da mídia), seus anseios, suas demandas. E a greve é um instrumento legítimo de luta do trabalhador. Por isto, o Visão Oeste apoia a greve geral que será realizada nesta sexta.

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