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Editorial: Jogo de Cena

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cunha_corrupto_mas_esta_nosso_lado-740x522 (1)“As tarefas difíceis eu entrego à fé de Eduardo Cunha”. Esta frase foi proferida pelo virtual presidente da República, Michel Temer, em vídeo que circula na internet. Nele, em discurso para fiéis de uma igreja evangélica, Temer tece vários elogios ao aliado e correligionário pelo PMDB.

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Temer e Cunha são parceiros de longa data e a articulação do impeachment não teria sido possível sem o deputado na presidência da Câmara dos Deputados. Desde que venceu o petista Arlindo Chinaglia, Eduardo Cunha derrotou várias vezes o governo, impôs a sua pauta, sempre contrária aos interesses do Planalto e, como cereja do bolo, acolheu pedido de impeachment da presidente Dilma ao ser informado que o PT não o apoiaria no processo a que responde no Conselho de Ética.

As citações na Lava Jato foram se acumulando, assim como provas cabais de enriquecimento ilícito e polpudas contas secretas na Suíça, abastecidas com propinas. Mesmo assim, nas manifestações verde e amarelas seu nome foi poupado ou até, como na foto que ilustra esse Editorial, venerado. “Cunha é o corrupto que vai nos livrar do PT”, pensavam.

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Como é sabido, Cunha articula os votos de centenas de deputados. Por isso, sua permanência na cadeira principal da Câmara foi fundamental para os planos de Temer e a oposição. Nesta quinta-feira o STF fez jogo de cena e decidiu afastar o deputado. Só agora! Como bem definiu um internauta, “o afastamento do Cunha é o gol do Brasil quando já estava 7 a 0”.

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