Editorial – O Congresso e o Fies

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Nossos congressistas e o governo federal vêm tratando com pouco caso milhares de estudantes que dependem do Fies para continuar a estudar em nível superior. A liberação do dinheiro para o Fies é considerada fundamental para que os estudantes que dependem de bolsa universitária financiada pelo fundo consigam renovar as matrículas no início do próximo semestre. O repasse de recursos para as bolsas em vigor este ano está atrasado em três meses, e as universidades particulares podem não renovar as matrículas se o valor não for pago. O governo precisa colocar cerca de R$ 700 milhões no Fies.

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Um projeto de lei já está na pauta do Congresso liberando R$ 1,1 bilhão para o Ministério da Educação atender, entre outras coisas, a este fim, mas quatro sessões deliberativas já foram convocadas, e os deputados e senadores não alcançam o quórum necessário para votar o projeto.

Nesta quinta-feira, 6, finalmente, o presidente do Congresso, Renan Calheiros (PMDB-AL), enviou carta ao presidente Michel Temer solicitando a edição uma medida provisória (MP) liberando créditos extraordinários para o programa.

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O ministro da Educação, Mendonça Filho, lamentou que o Congresso não tenha votado a liberação dos recursos e praticou o esporte preferido do governo: culpar a herança que recebeu, como se tivesse sido eleito para governar. Apesar disso ele tranquilizou os estudantes e disse que eles não terão prejuízos nas renovações e novas contratações do Fies.

A sociedade precisa ficar atenta para a continuidade de programas que deram a milhares de jovens a oportunidade de cursar uma faculdade. Muitos deles são a primeira geração da família a conseguir cursar o nível superior, uma conquista que não pode ser abandonada por nenhum governo.

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