Editorial – O drama do desemprego

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O Ministério do Trabalho divulgou nesta quinta-feira, 25, os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), e os resultados, mais uma vez, são preocupantes. Pelo 16º mês consecutivo, o número de demissões superou o total de contratações com carteira assinada. Em julho, o saldo entre demissões e contratações foi de menos 94.724 empregos formais.

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No acumulado do ano, segundo o Caged, 623.520 postos de trabalho formal foram fechados, com variação negativa de 1,57% em relação ao mesmo período de 2015. Nos últimos 12 meses (agosto de 2015 a julho 2016), o total de demissões superou o de contratações em 1.706.459, representando uma variação de negativa de 4,18%.
Os setores que registraram as maiores perdas de emprego foram o de serviços (-40.1470 postos), da construção civil (-27.718 postos) e do comércio (-16.286 postos).

O drama do desemprego já atinge cerca de 11 milhões de trabalhadores e a perspectiva ainda não é animadora. Por mais que o governo interino tente passar a imagem de que o pior já passou, a maioria dos economistas acredita que o fundo do poço no que se refere ao mercado de trabalho só será alcançado no meio do ano que vem.

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Além disso, mesmo parte dos congressistas que apoiaram e apoiam o afastamento da presidente eleita Dilma Rousseff, já cobram o governo Temer para que não ceda às pressões por aumentos salariais para o Judiciário. O governo interino também ainda não mostrou uma agenda de ajuste, o que talvez ocorra após o julgamento final do impeachment.

O trabalhador segue pagando a conta da crise, e, após o impeachment, maldades como as reformas da Previdência e Trabalhista estão previstas. Salve-se quem puder.

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