Editorial: Reforma do ensino médio

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A Medida Provisória apresentada nesta quinta-feira, 22, pelo governo Michel Temer, apresentada como reforma no ensino médio, pretende levar para todo o país uma política educacional que já foi implantada há anos pelos governos do PSDB em São Paulo.

Antes de mais nada, importante dizer que uma reforma dessa magnitude imposta por Medida Provisória, portanto sem consulta a entidades ligadas à educação e aos professores, é sobretudo antidemocrática. No entanto, para virar lei ela deve passar pelo Congresso e o Senado, como toda MP.

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A reforma prevê que o conteúdo obrigatório comum será reduzido e restringido ao 1º ano do ensino médio, e a partir da metade do 2º ano o aluno poderá optar por cinco áreas de interesse: linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas e formação técnica e profissional. Num primeiro momento, foi divulgado que as matérias de sociologia, filosofia, artes e educação física deixam de ser obrigatórias. Já na noite desta quinta, o MEC alegou erro e negou a informação.

Mesma lógica é imposta em São Paulo, onde o ensino básico é cada vez mais sucateado, enquanto o investimento é direcionado ao ensino técnico e profissionalizante. É uma política, e cabe à sociedade e aos professores discutirem. Infelizmente, foi imposta de cima para baixo, como quase tudo em um governo que não emergiu das urnas.
Com a palavra os educadores e alunos. O debate precisa ser feito rápido.

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