Editorial: Todos contra um mosquito

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VISAO_EDITORIALA prevalência da dengue em todo o território nacional por muitos anos foi considerada sinal de subdesenvolvimento, precariedade de condições sanitárias e sistema de saúde ruim. Ledo engano. Cada vez mais a sociedade se conscientiza de que se trata, ao invés disso, de um sintoma evidente de falta de informação, de espírito de solidariedade e de coletividade no combate a uma praga que não respeita fronteiras e tão pouco desenvolvimento econômico.

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A prova disso são os casos que começam a surgir em toda a América, inclusive Estados Unidos, de Zika vírus, transmitido pelo mesmo vetor da Dengue e febre Chikungunya: o mosquito aedes aegypti. A doença já circula em mais de 30 países. E embora EUA e Brasil já tenham anunciado um esforço conjunto no sentido de buscar o desenvolvimento de uma vacina, não há controle mais eficaz do que o combate ao mosquito.

E não se trata de usar inseticida (o “fumacê”) ou esp
erar que alguma ação de governo mostre o que já sabemos: é preciso que cada um faça sua parte, evitando criadouros em materiais inservíveis no quintal, dentro de casa, em vasos de plantas etc.

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Os resultados divulgados por Osasco relativos a 2015 mostram que é possível. O município intensificou a fiscalização nos bairros críticos e desenvolveu ações coordenadas para envolver toda a comunidade, atingindo uma redução de 66% dos casos de dengue. Mas não é uma ação de governo, no fim. Sem a ajuda da população, isso nunca seria possível! É preciso sim denunciar o vizinho relapso, que não tampa adequadamente a caixa d´água, ou o terreno abandonado, seja
público ou privado.

É o momento de provar que a nossa evolução como espécie nos municiou com esse ferramental sensacional, o cérebro, justamente para enfrentar ameaças ao nosso desenvolvimento e ao bem estar público como esta, de um mero mosquito!

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