Em Osasco, Padilha critica troca de farpas entre Alckmin e Skaf

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Emidio de Souza, Alexandre Padilha e Jorge Lapas durante entrevista coletiva / Foto: Francysco Souza

Emidio de Souza, Alexandre Padilha e Jorge Lapas durante entrevista coletiva / Foto: Francysco Souza
Emidio de Souza, Alexandre Padilha e Jorge Lapas durante entrevista coletiva / Foto: Francysco Souza

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Fernando Augusto

O candidato do PT ao governo do estado, Alexandre Padilha (PT), criticou na terça-feira, 9, em Osasco, a troca de farpas entre os dois nomes que lideram as pesquisas, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) e Paulo Skaf (PMDB). A campanha tucana começou a atacar Skaf na TV vinculando seu nome principalmente ao do ex-governador Luiz Antonio Fleury, que o apoia.
“Fiquei indignado ao ver quem governa esse estado há 20 anos e quem juntou todos os ex-governadores de antes, ficarem discutindo entre eles quem governou pior o estado de São Paulo”, criticou Padilha, que falou com a imprensa em evento promovido pela Associação dos Jornais do Interior do Estado de São Paulo (Adjori).

“Skaf sempre representou os ricos”, diz petista

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Além de criticar as picuinhas entre Alckmin e Skaf, o candidato petista disse que sua candidatura é a única opção de mudança no governo do estado. “[A mudança] não vai ser feita por quem governa há 20 anos esse estado, como o PSDB, e nem pelo outro candidato, que sempre representou os mais ricos no nosso estado de São Paulo”, disse. O candidato do PMDB é presidente licenciado da Federação das Indústrias do Estado (Fiesp) e declarou ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP) um patrimônio pessoal de R$ 17,7 milhões.

Os ataques de Alckmin a Skaf podem ter impedido um crescimento maior da candidatura do peemedebista. Em pesquisa divulgada pelo Datafolha dia 10 o tucano lidera com 49% das intenções de voto e venceria no primeiro turno. Já Skaf manteve 22%. Alexandre Padilha oscilou de 7% para 9%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo Nº SP-00029/2014 e Nº BR-00584/2014. Padilha falou em Osasco sobre o seu índice de rejeição, de 36%, o maior entre os candidatos. Ele disse “não sentir esses índices nas ruas”. “O que existe é ainda um desconhecimento do meu nome”, acredita.

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Propostas
Entre os assuntos tratados por Padilha em Osasco está a questão dos pedágios, que afeta diretamente a região. O candidato garantiu que vai respeitar os contratos de concessão de rodovias em vigor, mas aposta numa queda dos preços ou redução dos reajustes nas tarifas. “O órgão do governo que administra as concessões foi negligente e permitiu um reajuste do pedágio maior do que o permitido em contrato”, afirmou. Padilha disse que quando vencerem os contratos pretende conceder as rodovias pelo modelo adotado pelo governo federal, onde a empresa que oferece a menor tarifa de pedágio ganha a concessão.
Na área da saúde disse que pretende fazer um Hospital do Câncer em Osasco, maior e com mais procedimentos do que o inaugurado recentemente pelo governo do estado na Vila Yara. Ele criticou também a reforma feita no Hospital Regional, que teria causado a perda de leitos.

Fórum apresenta demandas a candidato

Ao final da entrevista coletiva, repetindo o que já havia acontecido com Paulo Skaf, do PMDB, em sua visita à cidade, o candidato Alexandre Padilha (PT) recebeu um documento do Fórum de Desenvolvimento Regional contendo uma relação de propostas e demandas para a região. O Fórum é organizado por sindicatos patronais, de trabalhadores e outras entidades da sociedade civil, com a intenção de apresentar soluções para problemas que extrapolam as fronteiras dos municípios. A entrega foi feita pelo vice-presidente do Sindicato dos Comerciários de Osasco e Região, Luciano Leite.

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