Em Osasco, petistas fazem reflexão interna

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O presidente estadual da legenda, Edinho Silva, defende plebiscito para reforma política / Foto: Francysco Souza
O presidente estadual da legenda, Edinho Silva, defende plebiscito para reforma política / Foto: Francysco Souza

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Em meio às manifestações que ocorrem por todo o país nas últimas semanas, lideranças do PT no estado se reuniram em Osasco no sábado, 29, e fizeram uma avaliação da posição do partido com relação aos protestos.
O presidente do PT-SP, deputado estadual Edinho Silva, defendeu o apoio à agenda colocada em pauta pela presidente Dilma Rousseff: o plebiscito pela reforma política e a aprovação do projeto que estabelece a destinação de 100% dos royalties do petróleo para a educação, em tramitação no Congresso.

Política de alianças por governabilidade são questionadas

Os petistas acusaram a grande mídia de usar as manifestações para tentar desestabilizar o governo Dilma. “A mídia brasileira faz tudo do jeito que interessa à elite, aos partidos da direita”, disse o ex-prefeito de Osasco, Emidio de Souza, que será o próximo presidente do PT-SP.
“Essa juventude só está na rua porque o PT cumpriu seu papel histórico de promover a democracia. Quem acha que as mobilizações vão ser contra o nosso projeto está enganado”, afirmou Edinho Silva.

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O prefeito de Osasco, Jorge Lapas, declarou que os petistas precisam avaliar “se não nos acomodamos no poder”. Ele defendeu o retorno do partido às velhas bandeiras, como a taxação de grandes fortunas.
O vice-prefeito de Itapevi, Fláudio Azevedo Limas, falou em repensar as alianças feitas pelo partido em nome da governabilidade. O deputado estadual Geraldo Cruz também questionou a política de alianças: “Ficar fazendo acordos com a direita e esquecer de nós mesmos dá nisso”.

PEC 37: “sucumbimos à opinião publicada”

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Sergio Ribeiro, prefeito de Carapicuíba, foi o que fez mais críticas aos rumos do partido. Ele lamentou que o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, não tenha se manifestado contra a atuação violenta da PM nos primeiros protestos na Capital. “Não podemos aceitar que a polícia seja violenta e o prefeito, do PT, diga que a polícia cumpriu o protocolo”.

O carapicuibano também disparou contra o voto dos parlamentares da legenda contra a PEC 37, que limitava o poder de investigação do Ministério Público e foi um dos principais alvos das manifestações: “Quem acusa não pode conduzir processo investigatório. Sucumbimos à opinião publicada pela mídia”.
Sergio Ribeiro criticou a falta de apoio, por interesses políticos, a “aliados históricos do PT, como o movimento LGBT”.

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