Emidio anuncia que vai pedir cancelamento de homenagem a Pinochet na Alesp

0
pinochet assembleia são paulo

O deputado estadual Emidio de Souza (PT) anunciou, por meio de sua conta no Twitter, que enviará ofício, nesta quinta-feira (21), ao presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), Cauê Macris (PSDB), pedindo o cancelamento da Sessão prevista para homenagear o ditador chileno Augusto Pinochet.

Para o deputado, que é ex-prefeito de Osasco, “uma Casa de Leis que representa o povo jamais deve homenagear uma pessoa que reconhecidamente cometeu crimes contra a humanidade”.

Publicidade

A homenagem ao ditador Augusto Pinochet, que comandou o Chile entre 1973 e 1990 está agendada para 10 de dezembro e foi proposta pelo deputado estadual Frederico D’Ávila, que hoje integra o PSL mas pretende migrar para o partido que será criado pelo presidente Jair Bolsonaro (Aliança Pelo Brasil).

O governo do general Augusto Pinochet se arrastou de 1973 até 1990, com mais de 80 mil pessoas sendo presas e outras 30 mil torturadas. Segundo números oficiais, mais de três mil pessoas foram assassinadas.

Bolsonaro já chegou a exaltar o ditador chileno algumas vezes e foi criticado até mesmo pelo atual presidente do Chile, Sebatián Piñera, que é visto como um seguidor de Pinochet. Em setembro, ele usou a figura do general para atacar a ex-presidenta Michelle Bachelet, que atualmente ocupa o posto de Alta Comissária de Direitos Humanos da ONU.

Enquanto exaltam o regime pinochetista, aliados de Bolsonaro temem que a onda de protestos que se conflagrou no Chile chegue ao Brasil. No país vizinho, os manifestantes pressionam pela criação de uma Assembleia Constituinte para reformar a carta constitucional criada nos anos da ditadura.

Além da repressão promovida no comando do Chile, Pinochet é acusado de articular um esquema de tráfico de cocaína por meio de aviões das Forças Armadas. “Não há dúvidas de que Pinochet, cujo poder durante a ditadura foi absoluto, participou do esquema de tráfico”, afirmou o periódico britânico The Observer, que inclusive lembrou uma das mais célebres frases do ditador: “neste país, não se move nem uma folha sem que eu saiba”. (Com Revista Fórum)

Comentários