Empresa que administra Centro de Combate ao Coronavírus de Jandira é suspeita de fraude em cadastros de médicos

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Foto: divulgação

Mais uma suspeita de irregularidade envolve a empresa que administra o Centro de Combate ao Coronavírus de Jandira. A Ocean Serviços Médicos teria fraudado cadastros de médicos junto ao SUS para ganhar contratos, segundo o Ministério Público de Contas (MPC).

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Em um dos casos investigados, uma médica que atua em Jandira também teria cadastro irregular como prestadora de serviço ao mesmo tempo no Acre, onde ela atuou há três anos. Os profissionais da saúde envolvidos no suposto esquema não teriam conhecimento da fraude e nem teriam tido acesso aos repasses feitos pelo Ministério da Saúde para pagá-los.

“Se uma entidade do terceiro setor alega que tem um quadro de X médicos, de X profissionais, e eles não estão efetivamente disponíveis naquela base territorial, isso tende a configurar um indício de fraude e pode também gerar uma hipótese de a entidade estar recebendo por serviços não prestados”, explicou Élida Graziane Pinto, procuradora do MPC, segundo a TV Globo.

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Segundo o Ministério Público de Contas, está registrado junto ao Ministério da Saúde que o Centro de Combate ao Coronavírus de Jandira teria 70 profissionais. No entanto, de acordo com o conselheiro municipal de saúde e ex-vereador Reginaldo Camilo dos Santos, o número é muito menor e um dos médicos que supostamente atuam no local tem oito vínculos de trabalho.

Outro lado

A Ocean Serviços Médicos afirmou, em nota, que os médicos não têm contrato de exclusividade, por isso podem trabalhar em outros lugares, desde que cumpram seus plantões.

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A Prefeitura de Jandira afirma que o contrato com a empresa que administra o Centro de Combate ao Coronavírus está dentro da lei e que tem fiscalizado os serviços prestados.

O contrato emergencial de seis meses para a gestão da unidade de Saúde terá o custo de mais de R$ 2,6 milhões aos cofres do município.

Mais suspeitas

O Ministério Público investiga ainda outras supostas irregularidades na contratação da Ocean e suspeita de superfaturamento em compras de equipamentos para profissionais da saúde em Jandira. Entre os alvos de inquérito estão a compra de 4 mil máscaras n95 por R$ 196 mil. Ou seja, cada uma saiu por R$ 49 para os cofres da Prefeitura de Jandira, enquanto, segundo o MP, a administração municipal de Itapevi comprou máscaras do mesmo tipo por R$ 19,50 e a de Barueri, por R$ 20. Pela internet, é possível encontrar máscaras do mesmo tipo, no varejo, na casa dos R$ 30.

Até esta quinta-feira (25), Jandira registrava 483 casos e 42 mortes com confirmação de covid-19. (Com informações da TV Globo)

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Reprodução

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