Início Brasil Entre presos por pornografia infantil há pais, professores e médicos

Entre presos por pornografia infantil há pais, professores e médicos

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A segunda fase da Operação Glasnost, deflagrada nesta manhã pela Polícia Federal, prendeu pelo menos 30 pessoas por exploração sexual de crianças, produção, posse e distribuição de pornografia infantil.

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A informação foi divulgada em coletiva na Superintendência da Polícia Federal no Paraná, que coordenou a operação em cidades de 14 estados do país, entre elas Osasco.

Segundo o delegado Flávio Augusto Palma Setti, da Glanost 2, desde a primeira fase da operação, em 2013, continuava o monitoramento da internet de compartilhamento de pornografia infantil.

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E, hoje, foram cumpridos 71 mandatos de busca e apreensão, três de prisões provisórias e dois de conduções coercitivas. Durante as buscas, mais 27 pessoas foram presas em flagrante por posse de pornografia infantil, totalizando 30 detidos nesta manhã até o momento da entrevista. Número que pode subir até o final do dia.

Perguntado sobre o perfil dos envolvidos, o delegado afirmou que não há um específico. Pais foram flagrados abusando e compartilhando material pornográfico dos filhos, há médicos, professores, estudantes, pessoas mais jovens e de até de 80 anos, no Brasil e no exterior.

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O ponto em comum era a produção e o compartilhamento de pornografia infantil em diversos servidores da internet espalhados pelo mundo.

Nas duas fases da operação foram investigadas mais de 200 pessoas.

A investigação teve como base o monitoramento de um site russo, utilizado como uma espécie de ponto de encontro de pedófilos do mundo todo, e resultou na identificação de centenas de usuários, brasileiros e estrangeiros, que compartilhavam pornografia infantil na internet, bem como de diversos abusadores sexuais e produtores de pornografia infantil, tendo sido identificadas, ainda, diversas crianças vítimas de abuso.

Os investigados produziam e armazenavam fotos e vídeos de crianças, adolescentes e até mesmo de bebês com poucos meses de vida, muitos deles sendo abusados sexualmente por adultos, e as enviavam para contatos no Brasil e no exterior.

O nome da operação – Glasnost – é uma referência ao termo russo que significa transparência. A palavra foi escolhida porque a maior parte dos investigados utilizava servidores russos para a divulgação de imagens de menores na internet e para realizar contatos com outros pedófilos ao redor do mundo.

Com Revista Fórum

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