Especialista explica como convencer a criança a usar óculos de grau

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criança óculos
Com algumas dicas simples, os pequenos podem aceitar com mais facilidade o uso do óculos de grau / Pixabay

A miopia, o astigmatismo e a hipermetropia são os problemas visuais mais comuns na idade escolar. São condições oculares que podem ser corrigidas com o uso de óculos, mas nem todas as crianças podem reagir positivamente à necessidade das lentes corretivas.

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A oftalmopediatra Dra. Marcela Barreira, especialista em Estrabismo, diz que a reação dos pais no momento do diagnóstico é muito importante para a aceitação da criança em relação ao uso dos óculos. “É importante que os pais compreendam que os erros refrativos, geralmente, não causam problemas oculares graves. Porém, é preciso corrigi-los o quanto antes para garantir que a criança tenha um desenvolvimento visual adequado. Inclusive, a falta da correção impacta diretamente no desenvolvimento neuropsicomotor e na vida escolar”, ressalta Dra. Marcela.

No momento do diagnóstico, os pais precisam passar segurança para que a criança entenda que o uso de óculos trará benefícios na escola, nos esportes e na vida social. “Em muitos casos, os pais ficam assustados com a notícia e podem mandar uma mensagem errada para a criança. Uma das razões pode ser porque sofreram bullying quando frequentavam a escola ou simplesmente porque não conseguem aceitar o diagnóstico”, explica a médica.

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A especialista destaca ainda que bebês ou crianças menores costumam aceitar melhor a necessidade de usar óculos. Mas como toda regra tem sua exceção, alguns bebês podem se incomodar sim com os óculos. “Nesses casos, é preciso muita perseverança, muita paciência dos pais e muita parceria com o oftalmopediatra para conseguir uma adaptação sem traumas”, pontua.

A médica afirma que toda criança precisa passar por uma consulta com um oftalmopediatra, preferencialmente no primeiro ano de vida porque quando ela “nasce com um erro refrativo, ainda não entende que a maneira que está enxergando está embaçada ou inadequada. Com isso, ela se adapta àquela visão”.

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No Brasil, os pais não têm o costume de fazer consultas oftalmológicas preventivas de forma precoce. Com isso, chegam ao consultório quando as dificuldades de aprendizado começam a surgir. “Algumas vezes, esse atraso no diagnóstico pode levar à ambliopia, que nos casos dos erros refrativos está relacionada a diferença de grau de um olho para outro”, reforça a especialista.

“Vale lembrar que o crescimento pode alterar o grau, uma vez que o olho cresce também. Portanto, quando a criança tem um erro refrativo, o acompanhamento com o oftalmopediatra deve ser regular, principalmente quando o grau é alto”, conclui.

Confira dicas para ajudar no uso de óculos de grau na infância:

– Procure na internet fotos de pessoas famosas, ex-jogadores ou jogadores de futebol, esportistas, cantores e cantoras que fazem uso do acessório, reforçando para a criança que não há nada demais nisso e que o uso dos óculos traz uma série de vantagens;

– Leve a criança para participar da escolha da armação, principalmente os maiores;

– Faça uma lista dos familiares mais próximos que também usam óculos;

– Peça para que a ótica coloque prendedores nos óculos para facilitar a prática de esportes;

– Para os menores, o ideal é escolher modelos de silicone, pois são mais resistentes a quedas e ao manuseio.

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